DINHEIRO DO BANCO MASTER
Braço-direito de Bolsonaro recebe R$ 3 milhões para defender Vorcaro
Ex-banqueiro está preso na Superintendência da Polícia Federal

A equipe de defesa do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, conta com o ex-chefe da Secretaria de Comunicação Social do governo Jair Bolsonaro (PL) e ex-assessor do PL Fabio Wajngarten, que está atuando por meio de sua empresa, a WF Comunicação.
Segundo a Folha de S. Paulo, documentos enviados pela Receita Federal à CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Crime Organizado do Senado indicam que a WF Comunicação recebeu ao menos R$ 3,8 milhões do Master no ano de 2025.
Wajngarten disse ter sido contratado pelo banco no primeiro semestre do ano passado por indicação dos advogados de Vorcaro. Desde então, ele atua diretamente com a defesa, participando de reuniões em que são discutidas as estratégias de comunicação do dono do Master.
O ex-assessor do PL falou, em nota, que “o contrato tem cláusulas de confidencialidade, razão pela qual não pode ser publicizado”. “Além disso, não sou sequer mais politicamente exposto, já que saí de qualquer cargo público há mais de cinco anos", disse.
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Fabio Wajngarten não revelou quem o indicou para Vorcaro no primeiro semestre de 2025. Diversos advogados passaram pela defesa do ex-banqueiro ao longo do último ano, entre eles Walfrido Warde, Pierpaolo Bottini, Roberto Podval e Sérgio Leonardo.
Atualmente, a defesa do ex-banqueiro, que está preso na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, é feita por Leonardo e por José Luis Oliveira Lima, conhecido como Juca.
Vorcaro negocia um acordo de delação premiada. Ele foi preso pela primeira vez em novembro passado, quando a Polícia Federal e o Ministério Público Federal deflagraram a Operação Compliance Zero, e o Banco Central decretou a liquidação do Banco Master.
Fabio Wajngarten
Ex-chefe da Secretaria de Comunicação Social e ex-número dois do Ministério das Comunicações, Wajngarten transita entre políticos e veículos de comunicação e tem feito a gestão da crise de imagem do Master.
Ele se tornou um dos principais expoentes do bolsonarismo. Atuou como assessor direto do ex-presidente para assuntos com a imprensa.
Com o fim do governo Bolsonaro, se tornou assessor do PL, mas foi demitido em maio do ano passado, após serem divulgadas mensagens dele com críticas a uma possível candidatura da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro à Presidência.
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