Conversas sobre eleição para a Presidência do Senado são embrionárias | A TARDE
Atarde > Política > Brasil

Conversas sobre eleição para a Presidência do Senado são embrionárias

Correligionários do atual presidente da casa, Otto e Coronel dizem que decisões não foram tomadas

Publicado segunda-feira, 07 de novembro de 2022 às 19:02 h | Atualizado em 07/11/2022, 19:20 | Autor: Lucas Franco
Angelo Coronel e Otto Alencar são correligionários do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco
Angelo Coronel e Otto Alencar são correligionários do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco -

Marcada para daqui a três meses, a eleição para a Presidência do Senado ainda não tem definições precisas sobre alianças, assim como na casa vizinha, a Câmara. 

Se por um lado o colunista do portal Metrópoles, Igor Gadelha, afirma que o Movimento Democrático Brasileiro (MDB) negocia o apoio a Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para a reeleição, em troca de eleger Renan Filho (MDB-AL) em 2025, por outro os senadores baianos correligionários do atual presidente do Congresso negam que as conversas estejam avançadas.

“Eu não tive conversa com o MDB, embora tenha boa relação com eles”, disse Otto Alencar (PSD-BA) ao Portal A TARDE. “Rodrigo [Pacheco] é o presidente e nós vamos ter uma reunião com o partido para avaliar a sucessão dele”, conclui o senador recém-eleito para mais oito anos de mandato.

Angelo Coronel (PSD-BA) enxerga que, nesse momento, não há muita novidade sobre o assunto. “As negociações estão na fase embrionária. Não há nada definido de apoio do MDB para a candidatura de Rodrigo Pacheco”, disse Coronel ao Portal A TARDE. “Vamos ter uma reunião amanhã, com a bancada dos senadores do PSD, na residência oficial do Senado, para batermos o martelo ou não sobre sua recondução ao cargo”, continua.

“A partir dessa decisão interna do PSD é que partiremos para conquistar apoio dos partidos que estão compondo o Senado Federal”, finalizou Angelo Coronel. 

Na outra casa legislativa

O momento é de conversas também na Câmara. Ventila-se a possibilidade de Arthur Lira (PP) receber o apoio do Partido dos Trabalhadores (PT) para a reeleição na Presidência da Câmara.

Alguns deputados federais da legenda de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enxergam que o novo governo será de coalizão e que o presidente eleito não vai interferir na eleição para as mesas diretoras da Câmara e do Senado.

Publicações relacionadas