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Lula encontra dificuldade para encaixar Tebet no governo

Fonte ligada ao Portal A TARDE relata que senadora se tornou “um problema” para o presidente eleito

Publicado quinta-feira, 15 de dezembro de 2022 às 10:54 h | Autor: Lucas Franco
Simone já mostrou sua insatisfação com a possibilidade de ficar de fora do governo eleito e não esteve presente na diplomação de Lula como presidente da República
Simone já mostrou sua insatisfação com a possibilidade de ficar de fora do governo eleito e não esteve presente na diplomação de Lula como presidente da República -

Terceira colocada no primeiro turno da eleição presidencial desse ano, com 4.915.423 de votos (4,16% dos votos válidos), a senadora Simone Tebet (MDB-MS) terá “algum tipo de desprestígio” independentemente do que Luiz Inácio Lula da Silva (PT), eleito no dia 30 de outubro, decida daqui para frente com relação à composição do seu governo.

Uma fonte de Brasília ligada ao Portal A TARDE aponta que, ainda que tenha emprestado capital político para a campanha do petista no segundo turno, a senadora pode não ter o retorno esperado, já que encaixá-la na gestão se tornou um desafio. Seu nome não é aceito dentro do PT e a cota do MDB deve ser preenchida por outro nome da legenda, da ala liderada pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL).

Um dos primeiros nomes a serem confirmados na equipe de transição, Tebet foi cotada como ministra do Desenvolvimento Social (atual Ministério da Cidadania), segmento do grupo de transição do qual ela faz parte, assim como da Agricultura (Mapa) e da Educação.

Diante da resistência explícita do PT em ceder a vitrine do Bolsa Família à presidenciável e da candidatura de nomes mais ligados ao agronegócio para o Mapa, restou a Simone Tebet brigar pela Educação.

No entanto, uma outra mulher já vinha desde o começo com vantagem na disputa pela chefia da Educação, Izolda Cela (sem partido). Vice-governadora do Ceará a partir de 2015 e governadora desde abril de 2022, Izolda reuniu apoios dentro e fora da transição. Também professora, assim como a senadora, Izolda secretária municipal de Educação em Sobral entre 2005 e 2006 e secretária estadual de Educação do Ceará entre 2007 e 2014.

Simone já mostrou sua insatisfação com a possibilidade de ficar de fora do governo eleito e não esteve presente na diplomação de Lula como presidente da República, realizada em Brasília na última segunda-feira, 12. No discurso, Lula agradeceu à senadora, apesar da sua ausência no evento.

Rui Costa com prestígio

A mesma fonte em Brasília informou que o governador da Bahia, Rui Costa (PT), já anunciado como chefe da Casa Civil do governo Lula, tem sido o ministro mais ativo, ao lado de Fernando Haddad (PT), nomeado para chefiar a Fazenda. Seu prestígio junto ao governo eleito o coloca, no momento, como uma liderança importante que pode vir a se tornar um presidenciável no futuro.

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