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JULGAMENTO NO STF

Cármen Lúcia vê evidências de grupo de Bolsonaro em trama golpista

Segundo a ministra do STF, grupo era “composto por figuras-chave do governo, das Forças Armadas e de órgãos de inteligência

Yuri Abreu
Por
| Atualizada em
Ministra Cármen Lúcia
Ministra Cármen Lúcia -

A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta quinta-feira, 11, que há provas robustas de que um grupo liderado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) participou de uma trama golpista após a derrota nas eleições de 2022.

Segundo a ministra, o grupo era “composto por figuras-chave do governo, das Forças Armadas e de órgãos de inteligência” e teria desenvolvido “um plano progressivo e sistemático de ataque às instituições democráticas, com a finalidade de prejudicar a alternância legítima de poder e minar o livre exercício dos demais Poderes constitucionais, especialmente do Judiciário”.

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Cármen Lúcia é a quarta ministra da Primeira Turma a votar no julgamento. Com o voto dela, a expectativa é que se forme maioria para a condenação de Bolsonaro e outros réus pelos crimes contra a democracia. Agora, o placar parcial é de 3 a 1 pela condenação do ex-presidente.

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Ao iniciar seu voto, a ministra descreveu o julgamento como “o encontro do Brasil com seu passado, com seu presente e com seu futuro”, ressaltando a relevância histórica do caso. Ela destacou que, embora o tribunal analise cerca de 20 mil processos, este caso se distingue pelo impacto sobre a democracia brasileira.

Cármen Lúcia também contextualizou a tentativa de golpe no histórico de rupturas institucionais do país, que, segundo ela, “impedem a maturação democrática e o surgimento de novas lideranças sociais e políticas”.

Em referência às novas dinâmicas sociais, como algoritmos e criptomoedas, a ministra destacou que “nesse mundo desarvorado, em que vendilhões negociam mentes e gentes sem precisar sequer levantar de suas poltronas, é importante que floresçam novas formas de atuar na sociedade, tornando a vida mais amena”.

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