POLÍTICA
Cesar Maia volta a atacar o PAC e o governo Lula


Depois de ironizar o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), anunciado na segunda-feira pelo governo federal, em que chamou o plano de "pífio", o prefeito do Rio de Janeiro, Cesar Maia (PFL), voltou a atacar o programa que visa o crescimento econômico brasileiro. Hoje, em seu boletim eletrônico "Ex-Blog", Maia denominou, desta vez, o PAC de "Programa de Arrocho Contra o Servidor".
Segundo ele, a razão para a crítica é que o PAC prevê que a folha de pagamentos tenha como teto o IPCA no período mais 1,5%, e o servidor acabará por ter redução em sua remuneração "de forma progressiva e cumulativa". "Se a inflação for zero haverá um arrocho de 0,5%, no mínimo, o que, progressivamente, ano a ano vai sendo cumulativo. Como haverá alguma inflação, o arrocho se dará pela redução da remuneração real do servidor. E isso ocorrerá de forma progressiva e cumulativa", disse o pefelista.
De acordo com Maia, o seu boletim tem a "obrigação de denunciar a tunga que os servidores públicos terão do governo Lula". E voltou a atacar, criticando o partido do presidente da República: "Só mesmo o governo do PT poderia propor medida tão canhestra, anti-social e anti-servidor." Para o prefeito do Rio, só há uma saída para esta medida não ir em frente: "impedir o arrocho e votar contra esta lei."
Maia vem criticando o PAC desde seu anúncio. Após a divulgação feita pelo presidente Lula e os ministros do governo federal, o pefelista afirmou que seu nome deveria ser outro: PCA (Plano do Conselheiro Acácio, numa alusão ao personagem de Eça de Queirós em "O Primo Basílio", símbolo do falso padrão moral.