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Chávez chega à Argentina para comandar ato anti-Bush

Agencia Estado
Por Agencia Estado
Eleições 2026

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, desembarcou em Buenos Aires às 23h20 de ontem em meio a um forte esquema de segurança coordenado por militares venezuelanos. Chávez vai encabeçar hoje um ato "antiimperialismo" organizado pela Associação das Mães da Praça de Maio na capital argentina. A intenção da viagem do presidente norte-americano à América Latina é amistosa, segundo a Casa Branca, mas George W. Bush vai escutar muitos ruídos por onde passar, como ficou demonstrado em sua chegada ao Brasil. O maior protesto previsto será justamente o de Buenos Aires.

Além das Mães da Praça de Maio, o ato está sendo organizado pelos líderes piqueteiros (desempregados que recebem subsídios estatais) alinhados com o governo de Néstor Kirchner. A conta, no entanto, quem paga é Chávez, enquanto que a logística fica por conta de Kirchner. A presidente da entidade, Hebe de Bonafini, afirma que o ato anti-Bush terá um público de 30 a 40 mil pessoas. O evento não terá a participação de Evo Morales, presidente da Bolívia, como esperavam Chávez e Bonafini. "O presidente definiu que não vai estar na Argentina", disse o diretor de Comunicações do governo boliviano, Gastón Núñez, à rádio Erbol. Segundo ele, Morales "não chegará a tempo" do Japão para poder assistir ao ato, como havia sido anunciado.

No estádio de futebol do Ferro Carril Oeste, localizado em um bairro tradicional da capital argentina, Caballito, Chávez fará um duro discurso contra Bush. A segurança do ato anti-Bush será feita por 300 militares venezuelanos que acompanham Chávez e outros mil piqueteiros, o que já vem causando polêmica. O deputado do opositor "Pro", Cristian Ritondo, apresentou à Câmara dos Deputados um pedido de informações do Executivo para que explique os detalhes da operação.

Kirchner e Chávez vão se reunir hoje na residência oficial de Olivos, onde terão um almoço, seguido da assinatura de vários acordos nas áreas de energia e hidrocarbonetos entre as estatais PDVSA, da Venezuela, e Enarsa, da Argentina.

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