POLÍTICA
Chinaglia estuda dividir votações da reforma política


Sem perspectiva de aprovar um projeto de reforma política nesse mês, como pretendia, o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), vai fatiar a votação da proposta em pontos em que há apoio da maioria dos deputados. O presidente da Câmara considerou "improvável" a votação da reforma política "como um todo". O primeiro item deverá ser a questão da fidelidade partidária, segundo Chinaglia.
"Se formos esperar a reforma política perfeita, dificilmente vai sair ou, certamente, não vai sair", afirmou. "Vamos começar votando o que tiver consenso ou ampla maioria. Podemos começar na semana que vem", disse.
A fidelidade partidária prevista na proposta estabelece que somente poderão disputar as eleições por um determinado partido os candidatos que estiverem filiados a esta legenda pelo período mínimo de dois anos. O projeto aprovado pelo Senado prevê esse prazo de filiação em três anos. Atualmente, a exigência é de permanência mínima de apenas um ano.