POLÍTICA
Ciganos são suspeitos pela morte de ex-prefeito de Castro Alves


A morte de Diógenes Oliveira, 61 anos, ex-prefeito de Castro Alves (a 194 km de Salvador), assassinado na manhã desta quinta-feira, 29, dentro de casa, durante o café da manhã, chocou a população da cidade. Durante toda a manhã, dezenas de pessoas se aglomeraram em frente à delegacia e da casa da vítima, em busca de informações sobre o crime.
Três ciganos de uma mesma família, identificados como Everaldo F. da Costa, 46 anos, Marcos da Costa Gama, 29, e um adolescente, são suspeitos de terem participado do crime. Poucas horas depois do assassinato, os ciganos estavam em um Fiat Uno, de cor prata e sem placas, que capotou na BR-116, a cinco quilômetros do município de Itatim. O carro foi roubado em Jequié na última quarta-feira, 28.
“Estamos trabalhando com todas as hipóteses. Como o carro em que eles estavam teria capotado por excesso de velocidade, e há informações que coincidem com a roupa que eles usavam, suspeitamos da participação deles, mas ainda estamos no meio das investigações”, disse o delegado de Castro Alves, Adilson Freitas.
Os ciganos foram levados para o Hospital de Itatim e, logo após, encaminhados para 4ª Coordenadoria de Polícia do Interior (Coorpin), onde seriam interrogados. Após os depoimentos, que devem ser colhidos até o final desta noite, a polícia decidirá se os suspeitos continuarão detidos.
Política - Diógenes era pré-candidato a prefeito pelo PT e liderava as pesquisas extraoficiais de opinião. Na última, tinha 68% da preferência do eleitorado do munícipio. Por conta disso, muita gente afirma que o crime tem conotação política. “Fizeram isso para parar o crescimento dele. Foi a única forma que encontraram”, disse um morador que não quis se identificar.
De acordo com o filho Diocleidson Oliveira, Diógenes não tinha inimigos. “Foi um crime político encomendado. Sabiam o que queriam e foram direto nele, que era uma pessoa querida na cidade. Todo tipo de gente vinha aqui e ele ajudava. Sempre acordava cedo e saía para caminhar. Abria o escritório e voltava para tomar café. Foi assim ontem. Ele não fumava, não bebia, não era de farra. Nunca recebeu ameaças”, frisou.
O crime - Diógenes Oliveira morava numa chácara, um pouco afastada do centro da cidade. A casa vivia aberta e sempre movimentada. Nesta quinta, por volta das 7 horas, quando ele tomava café com um dos filhos – Crisógenes Oliveira – e um amigo, dois homens armados pularam a janela da cozinha, obrigaram os dois acompanhantes dele a se afastar e atiraram duas vezes no ex-prefeito, que morreu na hora.
Após os disparos, os criminosos levaram os celulares da vítima, do filho dele e do amigo e as chaves dos carros e da casa. Em seguida, fugiram em uma Courrier roubada.