CANDIDATO INSTÁVEL?
Cleitinho recua novamente e implora por candidatura ao governo
Senador interrompeu convenção do Republicanos para pedir vaga na disputa



O senador Cleitinho Azevedo voltou atrás, interrompeu a convenção nacional do Republicanos nesta terça-feira, 4, e pediu novamente ao presidente nacional do partido, Marcos Pereira, para disputar o governo de Minas Gerais nas eleições de outubro.
Favorito nas pesquisas de intenção de voto, Cleitinho já mudou de posição pelo menos três vezes sobre a candidatura.
Na segunda-feira, 3, gravou um vídeo ao lado de Marcos Pereira anunciando que desistiria da disputa por não se sentir bem para fazer campanha. Um dia depois, porém, voltou atrás.
Apelo emocionado
Durante a convenção, Cleitinho atribuiu a mudança de decisão ao luto pela morte do irmão, Matheus Azevedo, ocorrida em 18 de julho, e fez um apelo ao presidente da legenda.
"Pelo meu pai, pelo meu irmão, pela minha mãe (...) por todo o povo mineiro, eu quero ser candidato a governador e eu peço aqui humildemente ao presidente que me dê essa vaga. Me dê essa vaga! Eu não vou decepcionar o partido, eu não vou decepcionar o senhor, presidente", disse.
Fala gera constrangimento
O apelo foi recusado por Marcos Pereira, que repreendeu publicamente o senador. Segundo o dirigente, a convenção nacional não era o momento para discutir o tema e lembrou que Cleitinho teve diversas oportunidades para confirmar a candidatura, mas recuou.
"Não podemos ir para um processo eleitoral como esse, num partido que é sério e que cresceu em 20 anos, numa instabilidade. Eu não posso, senador Cleitinho, com todo respeito a vossa excelência. Eu seria irresponsável com o povo em colocar Minas nas mãos de uma pessoa que hora pensa uma coisa e cinco minutos depois pensa outra", disparou.
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Marcos também relembrou as sucessivas mudanças de posição de Cleitinho sobre a disputa e afirmou que, para o Republicanos, o assunto já era uma "página virada".
Após a negativa, Cleitinho disse que não pretende deixar o partido neste momento e afirmou que ainda tentará convencer Marcos a rever a decisão. O senador também descartou recorrer à Justiça para garantir a candidatura.


