POLÍTICA
Com ajuda federal, Mercadante promete fazer muito


No horário eleitoral gratuito desta noite (23) o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu novamente votos para Aloizio Mercadante, candidato a governador de São Paulo pelo PT. Estratégia que seu principal adversário, José Serra (PSDB), continua a não utilizar. O candidato à Presidência pelo PSDB, Geraldo Alckmin, nem é citado na propaganda tucana.
Serra dedicou boa parte do seu horário à área da saúde. Se eleito, prometeu levar para o Estado os programas que iniciou na prefeitura paulista, como o do remédio gratuito enviado pelo correio. Argumentou que para atender o aumento da demanda dos medicamentos vai construir uma fábrica de remédios em Araraquara (SP). Prometeu abrir centros regionais de especialidades em várias cidades e retomar os mutirões da saúde, iniciativa que o governo Lula abandonou.
"Quem quer melhorar a saúde venha com a gente", convidou Serra. "Nem todo mundo tem o que mostrar", disse o locutor no final da propaganda, alfinetando o petista Mercadante.
O começo da publicidade eleitoral de Mercadante, logo depois, foi bem similar a de Serra, também exibindo um resumo de suas atividades políticas, os projetos que ajudou criar. As semelhanças terminaram aí. O programa seguiu mostrando o que o candidato fará na área da educação, setor que considera descuidado pela atual administração.
Prometeu melhorar a educação, sem preconceitos, não importando se os alunos são migrantes ou nordestinos, uma alusão à declaração de Serra atribuindo os problemas da área em São Paulo aos migrantes. Em seguida, afirmou que, se eleito, terá a ajuda do governo federal e poderá fazer muito pelo Estado. No final, exibiram novamente o depoimento de Lula pedindo votos para o candidato do seu partido.
Orestes Quércia, candidato do PMDB, também bateu na tecla educação. "Estudei em escola pública, ela era melhor que a particular", disse. Para ele, o atual descaso com a educação, que ele classificou como "ignorância continuada", é uma das causas da violência. Se eleito, prometeu resgatar a autoridade dos professores e que as salas de aula terão no máximo 30 alunos. Para ele, melhorando a educação é possível criar empregos e garantir a segurança.