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Deputada do PSOL denuncia retaliação política após suspensão de escolta

Parlamentar relaciona decisão a embates recentes no plenário e à atuação contra projetos ligados aos atos de 8 de Janeiro

Luan Julião
Por
Deputada federal Talíria Petrone (PSol-RJ)
Deputada federal Talíria Petrone (PSol-RJ) - Foto: Divulgação

A retirada da escolta da Polícia Legislativa Federal que acompanhava a deputada federal Talíria Petrone (PSol-RJ), líder do PSol na Câmara dos Deputados, gerou reação da parlamentar e abriu um novo foco de tensão no Congresso Nacional. A decisão partiu do presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB).

Talíria afirma que a medida foi adotada sem comunicação prévia e desconsiderou o histórico de ameaças que ela relata sofrer com frequência. Para a deputada, a retirada do aparato de segurança representa um risco direto não apenas à sua integridade física, mas também à de seus dois filhos.

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Em nota pública, a parlamentar atribui a decisão a um contexto político recente envolvendo embates no plenário e atuação direta dela como líder partidária.

“A decisão de Motta ocorreu de forma unilateral, subestimando os riscos para a integridade da parlamentar e de seus dois filhos, e vem no dia seguinte a uma derrota de Motta após articulação de Talíria como líder de bancada para salvar o deputado Glauber Braga (PSol/RJ) da cassação que foi votada em plenário e de enfrentar contundentemente o PL da Anistia para os golpistas de 08 de janeiro”.

Ainda segundo Talíria, a suspensão da escolta seria uma resposta às críticas que ela fez ao presidente da Câmara ao longo da semana, quando chegou a afirmar que Hugo Motta não reuniria mais condições de permanecer à frente da Casa.

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A deputada também teve participação ativa na articulação que resultou na rejeição da cassação do mandato de Glauber Braga (PSol-RJ). Além disso, posicionou-se de forma contrária ao projeto de lei que reduz penas de condenados pelos atos antidemocráticos de 8 de Janeiro — conhecido como PL da Dosimetria — aprovado pela Câmara. As votações e articulações ocorreram entre terça-feira, 9 e quarta-feira, 10, em meio a um ambiente de forte tensão no Legislativo.

Apesar disso, a Presidência da Câmara sustenta que a decisão administrativa não tem relação com os episódios citados pela parlamentar. Segundo informações oficiais, a formalização do cancelamento da escolta ocorreu na segunda-feira, 8, portanto antes das votações e dos embates políticos mencionados.

Reavaliação em andamento

Após a repercussão do caso, a assessoria de Hugo Motta informou que o presidente da Câmara mantém contato com Talíria Petrone e que a situação está sendo reavaliada. A equipe do deputado afirmou que a decisão teve como base um parecer técnico do Departamento de Polícia Legislativa (Depol) e poderá ser revista após pedido de reconsideração.

“O presidente Hugo está em contato com a deputada Talíria e acompanha a situação. A decisão foi baseada em parecer técnico do Depol, anterior a outras deliberações. Diante do pedido de reconsideração, o tema será reavaliado, à luz dos precedentes da Câmara, que preza, acima de tudo, pela segurança de seus parlamentares”, informou a assessoria.

A escolta à Depudada Talíria Petrone foi suspensa em decisão do dia 8 de dezembro, em virtude de parecer técnico do Departamento de Polícia Legislativa Federal, emitido em 4 de dezembro, após consulta à Polícia Civil e ao Ministério Público do Rio de Janeiro, bem como à Polícia Federal, que constataram não haver mais ameaças recorrentes, nem riscos à integridade física da parlamentar.

O presidente Hugo Motta está em contato com a deputada Taliria. Diante do pedido de reconsideração apresentado, o tema será reavaliado, à luz dos precedentes da Câmara e das novas informações fornecidas pela Deputada.

O presidente determinou a manutenção da escolta até uma decisão definitiva sobre o pedido da deputada.

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congresso nacional embates políticos hugo motta Polícia Legislativa segurança parlamentar Talíria Petrone

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