POLÍTICA
"É uma expectativa real", diz Alberto Braga sobre integrar 2º escalão de Neto
O vereador Alberto Braga (PSC) tomou posse na Câmara Municipal de Salvador na manhã desta terça-feira, 3, mas, ao que tudo indica, deve ter uma passagem meteórica pelo Casa. Isso porque ele deve ser confirmado, até a próxima quinta-feira, no segundo escalão da gestão do prefeito ACM Neto (DEM) como presidente da Companhia de Governança Eletrônica (Cogel).
Após tomar posse, Braga confirmou que as negociações para migrar para a gestão municipal estão avançadas e devem mesmo ser confirmadas. "O prefeito deve anunciar o segundo escalão quinta-feira. Se realmente for na quinta, vai durar pouco (sua passagem). O fato é que ele tem sinalizado a expectativa de a gente assumir um cargo, e é uma expectativa bem real. Eu devo me reunir com ele hoje, às 17h. Então, amanhã já devemos ter alguma novidade", disse ele.
Vereador por dois mandatos, Braga não conseguiu a reeleição em 2016, mas, como ficou na primeira suplência, ficou com a vaga deixada por Heber Santana (PSC), que renunciou à cadeira na Câmara para assumir outra de deputado estadual. Heber toma posse hoje na Assembleia Legislativa.
Na posse, o clima era de boas vindas, mas também de despedida de Alberto Braga, que já é dado como certo na administração municipal.
O fato é que ele tem sinalizado a expectativa de a gente assumir um cargo, e é uma expectativa bem real
Com a iminente ida de Braga para a gestão municipal, ele deve se licenciar e dar lugar a Ricardo Almeida (PSC), que participou da posse na manhã desta terça já com a expectativa da nomeação do correligionário para o segundo escalão de Neto. Nas eleições de outubro, Alberto Braga perdeu a vaga para a colega de partido Lorena Brandão, que teve apenas cinco votos a mais.
Sobre o comando da Cogel, Braga confirmou ser um dos cargos que pode assumir, mas disse haver outros. "Pelas conversas que estamos amadurecendo, esse (a Cogel) é um dos possíveis. Mas o martelo vai ser batido provavelmente hoje ou amanhã", afirmou.
Ele disse ainda que sua ida para a gestão municipal é positiva para o partido, que ganha mais espaço na administração de Neto e, por isso, o PSC também participa das negociações.
Neto tem praticamente a mesma idade que eu, e isso facilita também o diálogo, o entendimento
Já apalavrado, mas ainda faltando bater o martelo da decisão, Braga considera uma grande experiência trabalhar numa "gestão de excelência" como a de ACM Neto. "Para mim, além de um desafio, vai ser uma oportunidade. A gestão dele se caracteriza por revelar talentos, como Sílvio Pinheiro, que agora assumiu o Fundeb. Neto tem praticamente a mesma idade que eu, e isso facilita também o diálogo, o entendimento", afirmou.
Suplente
Aguardando a oficialização da ida de Alberto Braga pro Executivo, Ricardo Almeida disse que "a expectativa de entrar (na Câmara) é muito grande". "Obviamente, o prefeito sabe o que fazer, já deve ter desenhado o que pretende fazer. Estamos à disposição para contribuir com para a cidade", ponderou.
Outros dois suplentes tomariam posse na manhã desta terça, mas a solenidade foi adiada. J. Carlos Filho (SD) e Vado Malassombrado (DEM) assumiriam hoje o lugar de Geraldo Júnior (SD) e Cláudio Tinoco (DEM), respectivamente, que foram convocados para comandarem secretarias na gestão de ACM Neto, mas ainda não tiveram a nomeação publicada pela prefeitura. Com isso, a posse dos dois suplentes deve ocorrer na próxima quinta-feira, 5.
Heber Santana, que toma posse hoje como deputado, diz que optou por trocar o cardo de vereador por uma cadeira na Assembleia com tranquilidade. Ele assume a vaga deixada por Vando (PSC), eleito prefeito de Monte Santo. "Também disputamos a eleição para deputado, tivemos 34551 votos, uma boa votação. Ouvimos as pessoas e percebemos que a capacidade de constribuir será maior na Assembleia", diz.
Ele não se mostrou preocupado pelo fato de assumir a vaga de deputado faltando menos de dois anos para a eleição. "Eu tenho um estilo de trabalho muito próximo das pessoas que caminham comigo. Acredito que em dois anos vamos ter tempo de demonostrar nosso trabalho. Enxergo muito o voto como consequência, não como uma campanha de três meses, 45 dias como agora", afirmou.