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SETE DE SETEMBRO

Aliados alertam Bolsonaro sobre risco de mudar local da parada militar

Presidente quer transformar desfile das Forças Armadas em ato político em Copacabana

Da Redação
Por Da Redação
Tradicionalmente, a parada militar em comemoração ao Sete de Setembro no Rio de Janeiro é realizada no centro da cidade
Tradicionalmente, a parada militar em comemoração ao Sete de Setembro no Rio de Janeiro é realizada no centro da cidade - Foto: Tomaz Silva | Agência Brasil

O presidente Bolsonaro tem sido alertado pela cúpula das Forças Armadas e pela coordenação da campanha à reeleição sobre os riscos em transferir o desfile militar do Sete de Setembro do centro do Rio de Janeiro para a orla da praia de Copacabana, reduto de manifestações bolsonaristas.

A mudança foi tema de reunião no Quartel General do Exército, em Brasília, da qual participaram o comandante, Marco Antônio Freire Gomes, e oficiais do Alto Comando, segundo informação da coluna da Malu Gaspar, do Globo.

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Os aliados presidenciais apontam a dificuldade em montar um aparato de segurança no local em tão curto espaço de tempo. Há também grande preocupação não só com a segurança de Bolsonaro, mas com a do público, com risco de tumultos.

Outro problema é que o ato em Copacabana cria um ambiente de viés político-partidário e ainda coloca à prova a popularidade de Bolsonaro. Líderes do Centrão avaliam que a manifestação será um fracasso eleitoral se reunir menos gente do que o ato realizado ano passado, na avenida Paulista, em São Paulo.

“O Exército convenceu o presidente que não seria uma 51 (uma boa ideia, em referência ao slogan da marca de cachaça). Quando ele percebe que a ideia é de jerico, recua", disse um general ouvido pela coluna.

Uma questão jurídica também pode dificultar a transferência do Sete de Setembro. A Rede Sustentabilidade ingressou com ação no Supremo Tribunal Federal e a relatora do caso, ministra Cármen Lúcia, deu um prazo de 5 dias para o governo Bolsonaro apresentar justificativas.

Na semana passada, o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), já tinha publicado em rede social que a parada militar será mantida na Avenida Presidente Vargas, no Centro do Rio, "onde o exército organizou e aonde sempre foi feito”.

Para a campanha e militares próximos ao presidente, o prefeito do Rio inviabiliza de vez o desfile na orla, pois é responsável por toda logística e o planejamento do evento.

As comemorações deste ano marcam a celebração dos 200 anos da Independência do Brasil e são encaradas como cruciais para atestar o poder e popularidade do presidente.

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