ELEIÇÕES
Candidata denuncia perseguição de ACM Neto e o compara a Bolsonaro
Lucinha do MST é alvo de representação por usar a sigla do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra


Candidata a deputada estadual, Lucinha do MST (PT) denuncia estar sofrendo perseguição por parte da campanha de ACM Neto (União Brasil), postulante ao governo do estado. A coligação do ex-prefeito de Salvador ingressou com uma representação junto ao Tribunal Regional Eleitoral da Bahia para que ela seja proibida de incorporar ao nome a sigla do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra.
“Essa é a prova de que ACM Neto e Bolsonaro são unha e carne. Enquanto o governo Bolsonaro persegue o MST e os movimentos sociais no Brasil, ACM Neto acha que ainda vive nos tempos de seu avô e tenta perseguir nossa candidatura. É desse jeito que a Bahia tenta frear o bolsonarismo, elegendo representantes de movimentos sociais e sindicais para lutar pelos trabalhadores no parlamento”, frisa Lucinha do MST.
Lucinha do MST defende o direito de usar a sigla do movimento que diz ter ajudado a fundar.
“Dediquei minha vida na construção deste movimento, que é um dos maiores movimentos sociais do mundo, meu nome é Lucinha do MST, e nenhum projeto de ditador vai tirar essa identidade de mim”, salienta.
A campanha informou que o departamento jurídico da candidata "já está debruçado sobre o assunto para encontrar a melhor alternativa de defesa".