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Presidenciáveis prestam homenagem a Elizabeth II

Monarca faleceu nesta quinta-feira, 8, aos 96 anos

João Guerra
Por João Guerra
O presidente Jair Bolsonaro decretou luto oficial de três dias no país
O presidente Jair Bolsonaro decretou luto oficial de três dias no país - Foto: Leon Neal | AFP

Os candidatos à Presidência da República nas eleições deste ano usaram majoritariamente as redes sociais para lamentar a morte da rainha do Reino Unido, Elizabeth II. A monarca faleceu nesta quinta-feira, 8, aos 96 anos, no Castelo de Balmoral.

O presidente e candidato à reeleição, Jair Bolsonaro (PL), usou uma citação da rainha para homenagear o legado do seu reinado. Além disso, o chefe da República decretou luto oficial de três dias no país.

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“’Quando a vida parece difícil, os corajosos não se deitam e aceitam a derrota; em vez disso, estão ainda mais determinados a lutar por um futuro melhor’. Com tais palavras, Rainha Elizabeth II mostra por que não foi apenas a Rainha dos britânicos, mas uma rainha para todos nós”, publicou no Twitter, junto com um vídeo com imagem da infância e juventude da rainha.

Já o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na sua conta na rede social, lembrou um encontro com a monarca britânica em um encontro do G-20, em 2009.

“Rainha Elizabeth II testemunhou e participou dos grandes eventos e processos históricos dos últimos 80 anos. Marcou era como Chefe de Estado, reinando em convivência com primeiros-ministros de diferentes linhas ideológicas. Em nosso governo, o Reino Unido e o Brasil tiveram excelentes relações diplomáticas, políticas e comerciais, marcadas pela visita de Estado em que ela nos recebeu, em 2006. Gravo na memória nosso encontro na reunião do G-20 em Londres, em 2009. Minhas condolências à família e a todos que admiravam a Rainha Elizabeth II no Reino Unido e ao redor do mundo”, declarou o petista.

Já o candidato do PDT ao Palácio do Planalto, Ciro Gomes, ao lamentar a morte, declarou que “se abrem as portas da história” para Elizabeth II e que ela foi um símbolo de “devotamento à causa de uma nação”.

“Com a morte da Rainha Elizabeth II se fecha um ciclo da monarquia britânica e se abrem as portas da história para uma mulher que foi um símbolo de superação, sacrifício pessoal e devotamento à causa de uma nação. Que ela descanse, merecidamente, em paz”, apontou o ex-governador cearense.

Também na rede social, a senadora Simone Tebet (MDB), apontou a rainha como um “exemplo de liderança feminina”.

“A rainha Elizabeth II é exemplo de liderança feminina que, ao longo de décadas, serviu como ponto de equilíbrio de uma nação poderosa como o Reino Unido. Modelo de estabilidade, de convivência respeitosa entre instituições de Estado. Sua vida, seus atos, sua trajetória servem. como modelo num mundo em que valores como estes têm sido cada vez mais aviltados, como vem acontecendo, infelizmente, em nosso país. Em suas próprias palavras: “Foram as mulheres que inspiraram gentileza e cuidado no duro progresso da humanidade.” Descanse em paz”, escreveu a candidata mdebista.

A também candidata e senadora Soraya Thronicke (União Brasil) descreveu a rainha como uma pessoa de vanguarda e “real defensora da família, do Estado e de seu povo”.

“Coragem e determinação. O mundo perde uma grande mulher, que soube conduzir com equilíbrio e bom senso as decisões da realeza britânica, respeitando os valores humanos e institucionais. Elizabeth II foi uma mulher à frente do seu tempo – real defensora da família, do Estado e de seu povo. “Enfrente ou em frente”, seu maior ensinamento. O Brasil precisa mirar no exemplo dos ingleses que valorizaram a figura feminina da Rainha Elizabeth II, respeitando também a força das nossas mulheres e garantindo a elas cada vez mais protagonismo.”, disse.

O candidato do Novo, Felipe D’Avila, aproveitou a mensagem em homenagem a monarca para criticar a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF). De acordo com ele, a Corte Suprema do Brasil “poderiam aprender com ela a arte da discrição”.

“Os ministros do STF poderiam aprender com ela a arte da discrição e a saudável distância dos holofotes. Além do gosto pela política, teria grande prazer em compartilhar com ela duas paixões que tínhamos em comum: os cavalos e os cachorros”, argumentou D’Avila.

Já Sofia Manzano (PCB), disse que não homenagearia a monarca e afirmou que “os sistemas dominantes devem desaparecer”.

“Não vou comentar a morte da rainha Elizabeth II porque estou empenhada na solidariedade ao Galo de Luta que está, neste momento, enfrentando um julgamento que demonstra a seletividade da justiça na criminalização daqueles que lutam. Os ícones da classe dominante devem desaparecer”, apontou.

Vera Lúcia (PSTU) também criticou o sistema monárquico e os colocou como “responsáveis por genocídios, massacres e pilhagens de muitos povos em todo mundo”. “Morreu a rainha de uma monarquia capitalista responsável por genocídios, massacres e pilhagens de muitos povos em todo mundo. Que sua morte dê força para que os povos e os trabalhadores acabem com a monarquia, o imperialismo e esta exploração e opressão capitalista!”.

Padre Kelmon (PTB), Eymael (DC), e Leo Péricles (UP) ainda não se manifestaram sobre o assunto.

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Tags

Rainha Elizabeth II, Jair Bolsonaro, Lula, CIro Gomes

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