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SABATINA

Simone Tebet: “MDB é muito maior que os seus caciques”

Candidata disse que seu partido não se resume a políticos envolvidos em escândalos de corrupção

João Guerra
Por João Guerra
| Atualizada em
Tebet lembrou sobre as dificuldades que teve durante a campanha para se firmar como a candidata do seu partido
Tebet lembrou sobre as dificuldades que teve durante a campanha para se firmar como a candidata do seu partido - Foto: Reprodução | TV Globo

A candidata do MDB à Presidência da República, Simone Tebet, durante sabatina do Jornal Nacional da TV Globo na noite desta sexta-feira, 26, lembrou sobre as dificuldades que teve durante a campanha para se firmar como a candidata do seu partido ao Planalto.

“O que me trouxe até aqui? Tive que vencer uma maratona com muito obstáculos. Tivemos oito candidatos e eu permaneci”, comentou a candidata dizendo que emedebistas que tentaram “puxar o tapete até há pouco tempo”, em referência a setores do seu partido que tentaram barrar sua candidatura ao Palácio do Planalto, inclusive, judicializando a sua candidatura.

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Inicialmente, Tebet precisou responder sobre o tema da corrupção e do envolvimento de correligionários em escândalos políticos no Brasil. A legenda, segundo ela, “é muito maior que meia dúzia de seus políticos e de seus caciques”.

A senadora, em defesa da sua sigla, lembrou nomes históricos do partido lembrando que o MDB “é o partido de Ulysses Guimarães, Tancredo Neves e Mario Covas, homens desbravadores, corajosos e, acima de tudo, éticos”. Ela destacou, ainda, como exemplos atuais para ela, Pedro Simon e Jarbas Vasconcelos.

Ainda sobre a relação com o seu partido, a postulante à Presidência da República foi questionada sobre como pretende governar se nem mesmo dentro da sua sigla conseguiu a adesão de candidatos a governos estaduais de nove estados e no Distrito Federal à sua candidatura.

“Só preciso de um caixote e um microfone, agora é comigo. Depois de todos esses obstáculos, agora é hora de dirigir às pessoas, falar para as pessoas que temos o melhor projeto de país, de governo”, minimizou Tebet.

Outro motivo citado por Tebet foi que a polarização política vivida no país também motivou o que ela chamou de “cooptação” dos seus colegas de partido nos estados.

"Nós estamos diante de uma polarização, uma polarização política, ideológica, que está levando o Brasil para o abismo. Essa que é a grande realidade. Você tem aí uma polarização que faz com que os partidos ou alguns companheiros sejam cooptados", afirmou.

Ainda sobre o tema da corrupção, em outro momento da entrevista, a emedebista disse que desenvolver, se for eleita, um governo pautado pela transparência e combate à corrupção. “Vamos estar investindo na independência no Ministério Público. No meu governo, vai haver transparência absoluta. Temos que deixar de lado esse presidencialismo de coalizão, que é de cooptação, que aconteceu no mensalão”.

Para combater o “Orçamento Secreto”, a senadora disse que fará com que seus ministérios abram as suas contas como forma de medida de transparência de governança. “Não é com diálogo apenas. Uma portaria para que todos os ministros abram as contas dos seus ministérios. A partir do momento que a gente abre essas contas, a gente coloca os órgãos de fiscalização e controle e o orçamento secreto acaba rapidinho”, argumentou.

Economia

Quando foi tratar da política econômica que pretende implementar a partir de janeiro de 2023, caso seja eleita, a senadora acenou ao mercado financeiro dizendo que sua equipe tem o "melhor time de economistas liberais” e prometeu balancear a responsabilidade social com o compromisso fiscal.

“Nós temos melhor time, a melhor equipe dos economistas liberais do Brasil. Então nós temos um compromisso fiscal, mas como meio para se alcançar a responsabilidade social. A agenda prioritária, o eixo do meu governo são as pessoas. A agenda social, erradicar a miséria, diminuir a pobreza, e acabar com a fome no Brasil”.

"Hoje, quando nós saímos daqui cinco milhões de crianças vão dormir com fome no Brasil. Nós não podemos admitir isso. Pode faltar dinheiro para qualquer coisa, mas não pode faltar dinheiro para acabar com a miséria. A pobreza nós vamos diminuir, a miséria nós vamos acabar", afirmou. "[Mas] o mercado já sabe que nós vamos ter que extrapolar o teto no ano que vem, nesse valor de algo em torno de R$ 60 bi para cobrir com essa transferência de renda, porque de novo, não é admissível nós não garantirmos pelo menos R$ 600 para quem tem fome, R$ 600 ele come mas não paga o aluguel”, destacou a candidata.

Políticas para as mulheres

Durante parte da entrevista, a candidata se dedicou a falar sobre políticas públicas que desenvolverá para as brasileiras e prometeu que sua primeira iniciativa como presidente enviada ao Congresso tratará da garantia de igualdade salarial entre homens e mulheres. "É um projeto que aprovamos no Senado e está parado na Câmara".

“Hoje, mulheres ganham 20% menos do que homens. Se for negra, ganha 40% menos. Estamos há 20 anos lutando por um projeto como esse e não conseguimos, mas, se eu for eleita, essa será a prioridade número 1 da pauta feminina”, prometeu.

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