Busca interna do iBahia
HOME > política > ELEIÇÕES 2024

VOTO IMPRESSO

Ministro da Defesa sugere “votação paralela” com cédula de papel

A sugestão de Nogueira se dá em meio aos atritos entre o governo federal e o TSE sobre o papel das Forças Armadas nas eleições

Da Redação
Por Da Redação
| Atualizada em
De acordo com Nogueira, o intuito principal da proposta é fazer um teste de integridade das urnas eletrônicas
De acordo com Nogueira, o intuito principal da proposta é fazer um teste de integridade das urnas eletrônicas -

O ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira, sugeriu a realização de votação paralela em cédulas de papel no dia do pleito, como forma de testar a integridade das urnas. A proposta foi apresentada nesta quinta-feira, 14, durante audiência pública na Comissão de Fiscalização e Controle do Senado Federal.

A sugestão do titular da Defesa se dá em meio aos atritos entre o governo federal e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre o papel das Forças Armadas nas eleições. Além disso, mostra o alinhamento do ministro com o discurso recorrente do presidente Jair Bolsonaro (PL), candidato à reeleição, que tem colocado em dúvida a segurança do processo eleitoral, mesmo sem qualquer prova de falha ou fraude nas urnas eletrônicas.

Tudo sobre Eleições 2024 em primeira mão! Compartilhar no Whatsapp Entre no canal do WhatsApp.

De acordo com Nogueira, o intuito principal da proposta é fazer um teste de integridade das urnas eletrônicas, somado aos processos que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já realiza atualmente para verificar os sistemas de votação.

“A gente propõe uma pequena alteração no que está estabelecido, sendo coerente com a resolução do TSE. Ela prevê o teste das urnas em condições normais de uso. Como seria esse teste? Urnas seriam escolhidas, só que em vez de levar para a sede do Tribunal Regional Eleitoral, essa urna seria colocada em paralelo na seção eleitoral”, argumento o chefe da equipe das Forças Armadas no grupo de Fiscalização do Processo Eleitoral, coronel do Exército Marcelo Nogueira de Sousa, em apresentação aos Senadores.

O militar continuou: “O eleitor faria sua votação e seria perguntado se ele gostaria de contribuir para testar a urna. Ao fazer isso, ele geraria um fluxo de registro na urna teste, similar à urna original, e, após isso, os servidores fariam votação em cédulas de papel. Depois dessa votação, ela seria conferida com o boletim de urnas”.

Na tarde da quarta-feira, 13, o Tribunal de Contas da União (TCU) reafirmou a segurança do processo eleitoral brasileiro. Segundo a corte, não foram identificados até o momento riscos relevantes à realização das eleições em 2022.

Segundo relatório de auditoria, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) possui planos para prevenir, detectar, obstruir e neutralizar ações adversas que ameaçam a salvaguarda das áreas e instalações dos equipamentos.

Siga o A TARDE no Google Notícias e receba os principais destaques do dia. Compartilhar no Whatsapp Clique aqui

Compartilhe essa notícia com seus amigos

Compartilhar no Whatsapp Compartilhar no Facebook Compartilhar no X Compartilhar no Email

Tags

eleições Jair Bolsonaro Paulo Sérgio Nogueira urna eletrônica voto impresso

Relacionadas

Mais lidas