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CONVENÇÃO

PL oficializa chapa de Bolsonaro à reeleição. Braga Netto é o vice

Primeira-dama, Michelle assume protagonismo e fala de libertar a nação

Da Redação
Por Da Redação
Bolsonaro reuniu milhares de apoiadores no ginásio do Maracanazinho, no Rio de Janeiro
Bolsonaro reuniu milhares de apoiadores no ginásio do Maracanazinho, no Rio de Janeiro - Foto: Reprodução / Youtube

Num Maracanazinho lotado, depois de especulações de sabotagem nas inscrições para o evento, o PL oficializou a candidatura do presidente Jair Bolsonaro à reeleição, com o ex-Ministro da Defesa, General Braga Netto, como vice. O evento contou com vários ministros e pré-candidatos e teve participação da Primeira-dama, Michelle Bolsonaro, em discurso direcionado aos evangélicos.

Bolsonaro destacou a conclusão de obras no seu governo e acenou com a extensão do auxílio de R$ 600 no ano que vem. O presidente voltou a condenar o isolamento promovido por governadores durante a pandemia e arrancou vaias do público ao STF que entoou um coro de "supremo é o povo".

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O candidato à reeleição não perdeu a oportunidade de atacar seu principal adversário, e líder das pesquisas, Luís Inácio Lula da Silva, do PT. Repetindo fake news e distorcendo falas do ex-presidente, Bolsonaro disse que Lula quer legalizar o aborto, as drogas, que ele defende roubo de celular e o estímulo ao sexo entre crianças a partir de 5 anos de idade.

O evento foi aberto com uma oração do pastor Marco Feliciano. Em seguida, Michelle recebeu a palavra do marido e falou sobre os desafios da Presidência. Ela lembrou que "não tem sido fácil" o mandato de Bolsonaro, mas conclamou seus apoiadores, especialmente os evangélicos, a participarem do projeto de "libertação da nação".

Bolsonaro tomou a palavra em seguida e após agradecer a Deus pela "segunda vida", lembrando o episódio da facada que recebeu na campanha de 2018, destacou a conclusão de obras iniciadas em governos anteriores e prestigiou aliados, incluindo ex-ministros que irão concorrer nas eleições estaduais. Entre eles, estava o ex-Ministro da Cidadania João Roma, candidato ao Governo da Bahia, que foi apaludido pela platéia ao lado da candidata ao Senado, Dra Rayssa Soares.

Bolsonaro lembrou a pandemia e condenou, mais uma vez, os governadores que adotaram o isolamento como forma de conter o Covid. Disse que o governo "descobriu" os informais e que por iniciativa dele foi criado o auxílio emergencial, instituído na verdade por iniciativa do Congresso.

O presidente aproveitou para explorar o aumento nos valores repassados pelo novo Auxílio Brasil e disse que já conversou com o Ministro Paulo Guedes para estender o benefício de R$ 600 até o fim de 2023. Atualmente esse valor só está garantido até dezembro desse ano.

Bolsonaro destacou a parceria com o Legislativo e prestigiou o presidente da Câmara, Artur Lira, dizendo que graças a ele foi possível reduzir o imposto sorbe os combustíveis. Em seguida, Bolsonaro voltou a incitar seus apoiadores contra o STF, dando ensejo a vaias seguidas de um coro de "supremo é o povo". O presidente convocou seus eleitores para um grande ato no dia da independência do Brasil.

"Convoco todos vocês agora para que todo mundo, no 7 de setembro, vá as ruas para a última vez. Vamos às ruas pela última vez. Estes poucos surdos de capa preta têm que entender o que é a voz do povo. Tem que entender que quem faz as leis são o Poder Executivo e o Legislativo", disse Bolsonaro.

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