Busca interna do iBahia
HOME > POLÍTICA

POLÍTICA

Emendas vão para obra, compra de ônibus e esporte

Vera Rosa e Fernando Nakagawa | Estadão Conteúdo
Por Vera Rosa e Fernando Nakagawa | Estadão Conteúdo
| Atualizada em
Eleições 2026

Com o agravamento da crise política, o presidente Michel Temer decidiu liberar recursos para emendas parlamentares e restos a pagar desde 2007. O total foi de R$ 7,3 bilhões, como antecipou a reportagem nesta quinta-feira, 29, para obras de infraestrutura, aquisição de máquinas agrícolas, ônibus de transporte escolar e até pagamento de convênios para a realização de eventos esportivos, principalmente em cidades do interior.

"Não me canso de repetir que Executivo e Legislativo caminham juntos", disse Temer, ao fazer um balanço de fim de ano. O presidente classificou como "fato inédito" o pagamento de "todas as emendas", individuais e de bancada de uma só vez. "Inauguramos 2017 sem cogitar os chamados restos a pagar, que era uma coisa recorrente", disse ele.

Tudo sobre Política em primeira mão! Compartilhar no Whatsapp Entre no canal do WhatsApp.

Dados da Secretaria de Governo indicam que, do montante de R$ 7,3 bilhões, R$ 6,47 bilhões correspondem à soma das emendas impositivas (obrigatórias) desde maio, quando Temer assumiu o governo, e restos a pagar acumulados desde 2007. Os outros R$ 840 milhões se referem às emendas de bancada.

Temer resolveu acelerar o desembolso de verbas num momento em que precisa de apoio no Congresso para a votação de projetos caros ao Palácio do Planalto, como a reforma da Previdência. As emendas funcionam como uma espécie de moeda de troca, pois o dinheiro geralmente é destinado aos redutos eleitorais dos deputados.

O ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, afirmou que a expectativa do governo é liberar até hoje R$ 3,7 bilhões em recursos para emendas somente deste ano, sem contar os restos a pagar. Oliveira disse que a previsão inicial era de um desembolso de R$ 4,7 bilhões, mas muitos projetos para os quais a verba foi autorizada não tiveram a execução efetiva. "O pagamento das obras depende da execução", argumentou.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Siga o A TARDE no Google Notícias e receba os principais destaques do dia. Google Noticias Siga o A TARDE no Google Noticias

Compartilhe essa notícia com seus amigos

Compartilhar no Whatsapp Compartilhar no Facebook Compartilhar no Email

Relacionadas

Mais lidas