Busca interna do iBahia
HOME > POLÍTICA

POLÍTICA

Empresário de Angra 3 diz que Eletronuclear deve R$ 65 mi

Valmar Hupsel Filho | Estadão Conteúdo
Por Valmar Hupsel Filho | Estadão Conteúdo
| Atualizada em
Eleições 2026

A Eletronuclear, cujo presidente licenciado - almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva - foi preso na Operação Lava Jato, tem um débito de cerca de R$ 65 milhões com o consórcio Angramon, responsável pela construção de Angra 3. Formado pelas empreiteiras Andrade Gutierrez, UTC, Odebrecht, Camargo Corrêa, EBE, Techint Engenharia e Queiroz Galvão o consórcio está sob investigação da Operação Lava Jato pelo suposto pagamento de propinas a Orhon Luiz e outros agentes públicos para obtenção de vantagens na licitação para a construção da usina.

A informação sobre o débito da Eletronuclear junto ao consórcio foi revelada pelo engenheiro Ricardo Ourique Marques, diretor geral da Techint Engenharia e Construção, em depoimento à Polícia Federal prestado nesta terça-feira, 28.

Tudo sobre Política em primeira mão! Compartilhar no Whatsapp Entre no canal do WhatsApp.

Angra 3 se arrasta há mais de 30 anos. Atualmente está orçada em R$ 15 bilhões. Marques foi um dos alvos de mandados de condução coercitiva expedidos pelo juiz federal Sérgio Moro, que dirige as ações da Lava jato, quando foi deflagrada a 16ª fase da operação, Radioatividade.

À Polícia Federal, Marques informou que a dívida era o motivo pelo qual a Techint estaria se desligando do consórcio. A notificação para a saída da empresa será encaminhada à estatal nesta sexta-feira, 31. Segundo ele, o desligamento é previsto no contrato e se justifica pelo inadimplento de mais de 120 dias.

Reunião

O engenheiro foi questionado pela PF se, na condição de representante da Techint, participou da reunião realizada no dia 26 de agosto de 2014 entre as empresas membros do consórcio. Segundo delatores da Java Jato, foi neste encontro que o consórcio definiu o pagamento de propinas para o presidente da Eletronuclear, Othon Luiz Pinheiro da Silva e ao PMDB.

Othon Pinheiro foi preso temporariamente nesta terça, 28, na 16ª etapa da operação, sob a suspeita de ter recebido R$ 30 milhões em propinas - valor equivalente a 1% dos contratos da estatal com as empresas consorciadas.

Marques afirmou à Polícia Federal que participou de uma reunião com empresas do consórcio "no ano passado", mas disse não se recordar a data exata. Ele declarou que "desconhece e não participou de reunião para fixação de valores e repasses que cada empresa do consórcio Angramon iria destinar para Othon Luiz Pinheiro".

A Eletronuclear ainda não se manifestou sobre o débito de R$ 65 milhões, apontado pelo diretor da Techint Engenharia Ricardo Ourique Marques.

Siga o A TARDE no Google Notícias e receba os principais destaques do dia. Google Noticias Siga o A TARDE no Google Noticias

Compartilhe essa notícia com seus amigos

Compartilhar no Whatsapp Compartilhar no Facebook Compartilhar no Email

Relacionadas

Mais lidas