JORNADA DE TRABALHO
Erika Hilton detona Flávio Bolsonaro por PEC que abre brecha para escala 7x0
Deputada fez alerta sobre texto alternativo ao fim da 6x1 que pode avançar no Senado


Uma das principais articuladoras da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6x1, a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) usou as redes sociais na noite de domingo, 31, para criticar uma proposta alternativa apresentada pela oposição no Senado ao texto aprovado pela Câmara dos Deputados.
Segundo a parlamentar, a PEC 12/2026, encabeçada pelos senadores Rogério Marinho (PL-RN) e Flávio Bolsonaro (PL-RJ), abre caminho para o enfraquecimento da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e pode permitir a adoção de uma "escala 7x0", em que o trabalhador atuaria todos os dias da semana.
“O senador Flávio Bolsonaro e seus aliados apresentaram uma PEC no Senado que acaba com a CLT e cria a escala 7×0. Todos de olho no Senado”, escreveu a deputada.
Uma PEC precisa de pelo menos 27 assinaturas de senadores para começar a tramitar no Senado. O número corresponde a um terço dos 81 integrantes da Casa, conforme prevê a Constituição.
Até o momento, a proposta alternativa já reúne 40 assinaturas. Entre os apoiadores está o senador baiano Angelo Coronel (Republicanos-BA).
Diante do cenário, Erika Hilton alertou para o risco de avanço da proposta e defendeu pressão popular para que os senadores retirem suas assinaturas e aprovem o texto do fim da escala 6x1 já aprovado pela Câmara.
“Essa PEC já está na Comissão de Constituição e Justiça e pode ser aprovada nesta semana. Os senadores que assinaram precisam ser pressionados para retirarem suas assinaturas e aprovarem a nossa PEC pelo fim da 6x1 sem alterações”, afirmou.
Confira:
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Entenda a PEC alternativa
Protocolada na última quinta-feira, 28, um dia após a Câmara aprovar a PEC do fim da escala 6x1, a proposta alternativa prevê que trabalhadores e empregadores possam negociar livremente a jornada de trabalho.
“Prevê a possibilidade de opção pelos empregados quanto à jornada de trabalho, podendo escolher entre o regime comum previsto pela CLT ou um regime flexível baseado em horas trabalhadas”, diz o texto.
Na justificativa, os autores afirmam que a medida busca ampliar a liberdade e a autonomia do trabalhador para escolher sua jornada e, consequentemente, definir de forma proporcional sua remuneração.


