EXPECTATIVA
Escala 6x1: governo Lula quer repetir votação do IR para aprovar fim da jornada
Projeto do IR foi aprovado por unanimidade, com 493 votos na Câmara dos Deputados


O governo do presidente Lula (PT) está otimista quanto às chances de aprovação do fim da escala 6x1 na Câmara dos Deputados. Conforme o Planalto, a ideia é a de que a votação ocorra nos mesmos moldes da proposta que isentou de Imposto de Renda quem ganha até R$ 5 mil.
Em outubro de 2025, o projeto foi aprovado por unanimidade, com 493 votos favoráveis e nenhum contrário. Na ocasião, o texto recebeu o apoio do Centrão e da oposição, e todos os partidos, inclusive os que se opõem a Lula. Eles orientaram de forma favorável pela aprovação da matéria, que também passou a taxar os mais ricos.
Apesar de ainda não haver consenso sobre todos os pontos do projeto, o texto deve ser apresentado nesta segunda-feira, 25, pelo deputado federal Leo Prates (Republicanos-BA), relator do texto na Comissão Especial que debate o texto na Casa — na quinta, 28, a previsão é a de que a matéria seja votada tanto no colegiado quanto no plenário da Câmara.
Leia Também:
Mudanças no IR
A isenção do Imposto de Renda alcançava apenas quem ganhava até R$ 3.076 por mês. Com a sanção da medida pelo presidente Lula, a faixa de isenção foi ampliada para quem tem renda de até R$ 5 mil mensais.
A mudança elevou o número de brasileiros isentos para cerca de 65% dos declarantes, um aumento estimado de 10 milhões de contribuintes. Já aqueles que ganham entre R$ 5.001 e R$ 7.350 terão direito a descontos escalonados.
Leo Prates promete renúncia se transição de 10 anos for inclusa na 6x1
Relator da proposta sobre o fim da jornada 6x1, Leo Prates (Republicanos-BA), rejeitou incluir em seu parecer uma regra de transição de 10 anos, período defendido por representantes do setor econômico e integrantes da oposição.
"Eu garanto: eu não botarei minha assinatura em uma transição de 10 anos. [...] Eu não entrarei nessa barca de dez anos. Eu prefiro renunciar a essa relatoria do que assinar dez anos", disse Prates, no último seminário estadual de debate sobre a proposta, realizado em Manaus (AM), nesta sexta-feira, 22.


