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Estado proíbe cotas raciais em universidades; governo Lula reage

Projeto foi aprovado no final do ano passado

Anderson Ramos
Por
Jorginho Mello sancionou lei que acaba com cotas raciais em Santa Catarina.
Jorginho Mello sancionou lei que acaba com cotas raciais em Santa Catarina. -

O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), tornou em lei, nesta quinta-feira (22), o projeto que acaba com cotas raciais em universidades do estado. O texto, de autoria do deputado estadual Alex Brasil (PL), havia sido aprovado em 10 de dezembro pela Alesc (Assembleia Legislativa de Santa Catarina).

A lei proíbe a reserva de vagas não somente para o ingresso de estudantes, mas também para a contratação de docentes, técnicos e qualquer outro profissional. As instituições poderão pagar multa de R$ 100 mil por edital e perder repasses do estado em caso de descumprimento.

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Ficam excluídas desta proibição a reserva de vagas a pessoas com deficiências, baseada em critérios exclusivamente econômicos e para estudantes oriundos de instituições estaduais públicas.

O fim das cotas raciais deve atingir estudantes das seguintes instituições de ensino:

  • Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc);
  • instituições do sistema Acafe (Associação Catarinense das Fundações Educacionais);
  • faculdades privadas que recebem bolsas do programa Universidade Gratuita e do Fundo de Apoio à Educação Superior (Fumdesc).

Governo Lula reage

Em nota, o Ministério da Igualdade Racial expressou indignação com a sanção da lei. A ministra Anielle Franco acionou a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), em conversa com o presidente do Conselho, Beto Simonetti, para analisar as medidas cabíveis na direção do restabelecimento da ordem democrática e das garantias constitucionais da população do estado e do Brasil.

“As cotas raciais e as ações afirmativas são a maior política reparatória do Brasil, ações que nas últimas décadas têm transformado a vida de milhares de famílias, dados comprovados em pesquisas científicas. Tentativas de retrocesso nos direitos conquistados serão combatidas veementemente pelo ministério, cuja missão primeira é zelar pela democracia e pela dignidade do povo negro do Brasil, lutando para defender e ampliar políticas públicas consistentes para enfrentar as desigualdades no nosso país”, diz um trecho da nota.

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cotas raciais governo Lula Políticas Afirmativas. santa catarina

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