ELEIÇÕES 2026
Flávio recusa escolta da PF e diz temer "infiltrados" na campanha
Para o pré-candidato à Presidência, diretor da coorporação não é confiável


O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), afirmou que não pretende utilizar a equipe de segurança da Polícia Federal (PF) a que os candidatos ao Palácio do Planalto têm direito durante a campanha eleitoral.
Ao justificar a decisão, publicada nas redes sociais no domingo, 19, Flávio disse que não confia na atual direção da corporação, comandada pelo diretor-geral Andrei Passos Rodrigues, e afirmou temer a presença de "infiltrados" em sua campanha.
"Não confio no atual chefe da PF. Não vou correr o risco de ele próprio infiltrar pessoas na minha campanha", escreveu.
Vale ressaltar que Andrei Passos foi indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), principal adversário de Flávio, para ocupar o cargo na PF.
Na publicação, o senador também afirmou que pedirá para que os policiais que poderiam atuar em sua segurança sejam direcionados às investigações sobre as fraudes contra aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Com a recusa, Flávio deve manter apenas a proteção da Polícia Legislativa do Senado durante o período eleitoral.
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Como funciona a escolta
A Polícia Federal iniciou na segunda-feira, 20, a operação de segurança dos candidatos à Presidência da República nas eleições de 2026.
A estrutura contará com até 458 servidores, veículos blindados, equipamentos antidrone e kits de vistoria antibomba, com custo estimado em R$ 95 milhões.
A proteção poderá ser disponibilizada após a homologação das candidaturas nas convenções partidárias e mediante solicitação formal das campanhas.
Segundo a PF, a estrutura foi planejada para atender simultaneamente até dez candidaturas. As equipes atuarão em todos os estados e acompanharão permanentemente as agendas dos presidenciáveis.


