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Gleisi detona aumento da Selic para 15%: “Incompreensível"

Selic foi elevada pelo Banco Central, nesta quarta,18, de 14,75% para 15% ao ano

Flávia Requião
Por Flávia Requião
Ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann
Ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann - Foto: AFP PHOTO / NELSON ALMEIDA

A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, criticou, na manhã desta quinta-feira, 19, a alta da taxa básica de juros anunciada pelo Banco Central e afirmou ser “incompreensível” o reajuste. A Selic foi elevada, nesta quarta, 18, de 14,75% para 15% ao ano.

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“No momento em que o país combina desaceleração da inflação e déficit primário zero, crescimento da economia e investimentos internacionais que refletem confiança, é incompreensível que o Copom aumente ainda mais a taxa básica de juros”, escreveu em publicação no X.

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O Comitê de Política Monetária (Copom) elevou pela sétima vez a Selic desde a retomada do ciclo de aperto monetário em setembro do ano passado. Este é o patamar mais elevado para os juros básicos do país desde maio de 2006, quando a taxa ficou em 15,25%.

Apesar da alta, o BC já sinalizou que o ciclo de aumentos será interrompido.“O Brasil espera que este seja de fato o fim do ciclo dos juros estratosféricos”, reforçou Gleisi.

Aumento da taxa Selic

O BC anunciou, na noite desta quarta, 18, mais um aumento da taxa Selic, agora fixada em 15%. A elevação dos juros não foi motivada primordialmente por questões internas do Brasil, de acordo com o órgão, mas sim devido à questões da economia internacional, abalada pela guerra comercial promovida pelos Estados Unidos.

Todos os nove integrantes do Copom votaram pelo aumento de 0,25% da taxa Selic, incluindo o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.

De acordo com o comunicado do Copom , o aumento da Selic foi motivado principalmente por um ambiente externo adverso e adverso e particularmente incerto em função da conjuntura e da política econômica nos EUA.

Cenário local

Ao mesmo tempo, o órgão sinalizou preocupação com as projeções inflacionárias no Brasil para os próximos anos.

“As expectativas de inflação para 2025 e 2026 apuradas pela pesquisa Focus permanecem em valores acima da meta, situando-se em 5,2% e 4,5%, respectivamente. A projeção de inflação do Copom para o ano de 2026, atual horizonte relevante de política monetária, situa-se em 3,6% no cenário de referência”, diz o comunicado.

Ainda segundo o órgão, a política monetária contracionista adotada pelo Banco Central é necessária para compensar o ambiente econômico incerto e segurar o avanço da inflação no país.

“O Comitê segue acompanhando com atenção como os desenvolvimentos da política fiscal impactam a política monetária e os ativos financeiros. O cenário segue sendo marcado por expectativas desancoradas, projeções de inflação elevadas, resiliência na atividade econômica e pressões no mercado de trabalho. Para assegurar a convergência da inflação à meta em ambiente de expectativas desancoradas, exige-se uma política monetária em patamar significativamente contracionista por período bastante prolongado”, afirma o texto do Banco Central.

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15 banco central Copom Gleisi Hoffmann governo Lula Inflação Juros Selic

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