SALVADOR
Kiss & Fly: polêmica cobrança no aeroporto de Salvador vira alvo de audiência pública
Encontro está sendo proposto pelo deputado federal Afonso Florence (PT-BA)

A cobrança da tarifa Kiss & Fly será tema de uma audiência proposta pelo deputado federal Afonso Florence (PT-BA), após as constantes queixas de motoristas de aplicativo com relação à aplicação de medida, iniciada em abril deste ano e que demanda o pagamento da taxa de R$ 18 aos motoristas que ultrapassam 10 minutos nas áreas de embarque e desembarque.
Em contato com o portal A TARDE, o parlamentar afirmou que a definição da data deve ocorrer ainda nesta segunda-feira, 4, após confirmação por parte dos representantes da Vinci Airports, empresa que administra o Aeroporto de Salvador.
Na última terça-feira, 28, ele participou de uma reunião ao lado do pré-candidato a deputado estadual Kleber Rosa (PSOL), em Salvador, com membros da categoria, que ainda debateu as condições de trabalho desses condutores.
"Se necessário, eu vou procurar a direção da concessionária em São Paulo, em Brasília [...] Nessa audiência, vamos debater pelo menos três temas. O primeiro deles é a relação do aeroporto, da concessionária, com as empresas e trabalhadores. Ou seja, a relação com as empresas e com os trabalhadores de aplicativo é a relação com os usuários do aeroporto com a população de Salvador", afirmou o parlamentar.
"Outro [tema] é essa cobrança. As restrições aos trabalhadores de aplicativo [...] o tempo que eles têm para embarque e desembarque é restritivíssimo. Então, a cobrança e as condições de acesso e embarque e desembarque de passageiros serão levadas como ponto de pauta por mim e por Kleber. Além disso, abordaremos as instalações e as condições de trabalho dos trabalhadores e trabalhadoras de aplicativo", prosseguiu Florence.
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Serviço à população
O deputado federal elevou ainda o tom das críticas à concessionária ao comentar as condições de trabalho disponibilizadas aos motoristas por aplicativo.
De acordo com ele, o fato de prestarem um serviço à população, ainda que representando empresas privadas, deveria fazer com que esses profissionais recebessem um melhor tratamento, em vez de estarem sendo expostos a situações até de perigo.

"Eles [os motoristas] têm que ter valor mínimo de corrida, têm que ter valor mínimo por quilômetro, têm que ter local adequado para as pessoas esperarem, com banheiro, com sombra, abrigo da chuva. E isso não existe no aeroporto. A situação é gravíssima", criticou Afonso Florence.
"Qual é a relação disso com Brasília? O Congresso Nacional precisa aprovar uma legislação que dê direito aos trabalhadores de aplicativo que garanta preço, porque esse negócio de que 'se der direito ao trabalhador de aplicativo, o preço fica mais caro' é relativo, porque ninguém monitora o que essas corporações internacionais ganham com as viagens", completou.
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