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Haddad diz que “não há alternativa” ao aumento do IOF

Ministro alertou para possibilidade de shutdown caso imposto não sofre alterações

Redação
Por Redação
Ministro da Fazenda, Fernando Haddad
Ministro da Fazenda, Fernando Haddad - Foto: Diogo Zacarias / MF

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que, no momento, não há alternativas para o aumento do Imposto sobre Operações Financeira (IOF). No Congresso, já foram protocolados mais de 20 projetos para sustar o decreto do Executivo.

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“Nesse momento, não [há alternativa para o IOF]. Nós recebemos da Febraban (federação de bancos) uma série de sugestões, estamos analisando e falei dos problemas constitucionais de você prever receita imediata. No momento, essa não é a decisão tomada sobre o decreto”, falou Haddad aos jornalistas após reunião com os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para discutir o tema.

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Ele disse ainda ter advertido os parlamentares sobre os impactos de uma eventual rejeição da medida, e sinalizou a possibilidade de “shutdown“, que é quando a máquina pública fica impossibilitada de funcionar pela indisponibilidade de recursos.

“Expliquei as consequências disso em caso de não aceitação da medida, o que acarretaria em termos de contingenciamento adicional, nós ficaríamos em um patamar bastante delicado do ponto de vista do funcionamento da máquina pública e do Estado brasileiro.”

“São R$ 30 bilhões de cortes de despesas, sendo R$ 10 bilhões de bloqueio e R$ 20 bilhões de contingenciamento, e R$ 20 bilhões de receitas adicionais para cumprir as metas fiscais”, afirmou o ministro.

Alerta

Apesar do apelo de Haddad, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que o clima é para derrubada do decreto do IOF na Casa.

"Combinamos que a equipe econômica tem 10 dias para apresentar um plano alternativo ao aumento do IOF. Algo que seja duradouro, consistente e que evite as gambiarras tributárias só para aumentar a arrecadação, prejudicando o país”, escreveu.

O que é o IOF?

O IOF, ou Imposto sobre Operações Financeiras, é um tributo federal aplicado sobre diversas transações financeiras. Sua função principal é arrecadatória, mas também atua como um instrumento de controle da atividade econômica, permitindo ao governo acompanhar o comportamento do mercado de crédito — funcionando, na prática, como um termômetro da oferta e da demanda por recursos financeiros.

Quem paga?

O IOF é cobrado de pessoas físicas e jurídicas quando realizam determinadas operações financeiras. Entre elas estão empréstimos, câmbio, contratação de seguros e negociações com títulos ou valores mobiliários. A alíquota aplicada varia conforme o tipo de operação realizada.

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Fernando Haddad hugo motta IOF shutdown

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