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Ibama notifica Anderson Torres por sumiço de sete aves em extinção

Ex-ministro de Bolsonaro fica em situação delicada após nova ação do órgão ambiental

Publicado segunda-feira, 27 de fevereiro de 2023 às 09:46 h | Atualizado em 27/02/2023, 10:18 | Autor: Da Redação
Anderson Torres é notificado pelo Ibama em caso que envolve o desaparecimento de aves em extinção
Anderson Torres é notificado pelo Ibama em caso que envolve o desaparecimento de aves em extinção -

O Ibama notificou ex-ministro Anderson Torres, que esteve à frente da pasta da Justiça e Segurança Pública durante a gestão de Jair Bolsonaro (PL), sobre o desaparecimento de sete aves em risco de extinção que deveriam estar em criadouro na sua residência, em Brasília. A informação foi revelada pelo colunista Guilherme Amado, do Metrópoles, nesta segunda-feira, 27. 

A notificação foi feita após operação do órgão ambiental na casa de Torres, que foi realizada na última sexta-feira, 24. Na ocasião, a esposa do ex-ministro não conseguiu informar em qual local estão as aves. Torres está preso em Brasília por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, por suspeita de omissão na invasão de radicais, que em ato golpista invadira as sedes dos Três Poderes. 

Diante da situação, o Ibama estabeleceu o prazo de 10 dias, que começou a valer na sexta-feira, 24, para Torres, ou alguém que o represente, apresentar os sete animais. As aves são da espécie bicudos, que está ameaçada de extinção por causa da caça feita por passarinheiros. Existem menos de 100 representantes do grupo no país, segundo dados do órgão ambiental do último ano.

No mercado de aves, cada bicudo é vendido por R$ 3 mil e R$ 20 mil, com uma avaliação que parte de valores como a idade e o sexo da ave. Por causa das investigações que correm no momento, Torres terá ainda mais dor de cabeça, caso não apresente o paradeiro dos bicudos. 

No último dia 24, Ibama fez uma busca e apreensão na casa de Torres em decorrência da criação ilegal de pássaros silvestres. Ele foi multado em R$ 34 mil pelo crime cometido. O ex-ministro de Bolsonaro é criador de pássaros e participava de eventos com outros criadores, além de defender publicamente a legalização da criação de aves silvestres.

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