POLÍTICA
Jerônimo prega unidade em eleição interna do PT e vice da Alba
Partido passa por processo de mudança de direção nos próximos meses
Por Anderson Bonfim e Cássio Moreira

O governador Jerônimo Rodrigues (PT) falou, nesta quarta-feira, 2, sobre o Processo de Eleição Direta (PED) do Partido dos Trabalhadores, que acontece em julho deste ano e escolhe o novo presidente da sigla no estado. Atualmente, três nomes disputam o posto: Liu do MST (Movimento Sem-Terra); Sandro Magalhães, presidente do PT de Serrinha; e Ellen Coutinho, do Diretório Nacional da legenda.
Jerônimo pontuou que não tem participado de forma ativa, até o momento, do processo, e pregou que o nome escolhido tenha facilidade de dialogar com as diferentes tendências do PT.
"Tenho participado pouco por conta do tempo, me orgulho muito de participar de um partido que tem essa democracia interna [...] Nós temos as tendências, que é quem dá o suporte a todos nós, dirigentes municipais do partido, mas também dirigentes que têm cargo, seja legislativo, executivo. Eu estou aguardando também porque essa presidência agora é quem vai coordenar as eleições para deputado estadual, para deputado federal, para governador, para senador e para presidente da República. Então eu tenho muita confiança no meu partido, com certeza que nós chegaremos ao nome", afirmou.
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Jerônimo lembrou ainda do acordo que culminou na efetivação de Ivana Bastos (PSD) no cargo de presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), ao comnentar a disputa pela 1ª vice da Casa, agora afunilada entre Fátima Nunes e Júnior Muniz, ambos do PT. O governador também reforçou a necessidade de maturidade por parte da bancada petista para que a 'novela' tenha logo um fim. A previsão é que a votação para confirmar a parlamentar como vice da Alba aconteça na próxima terça, 8.
"Com a Assembleia eu não interferi, mas desejei que pudesse ter sido um nome de consenso. No momento, nós construímos um ambiente seguro, que seria um nome da proporcionalidade, então o partido que tem mais deputados, PSD, teria a chamada dianteira, e assim o foi. Quando a gente percebeu ali com o deputado, meu amigo Adolfo, que poderia correr um risco, nós garantimos, começando com o PT, que tivéssemos já a retaguarda para que, se houvesse alguma coisa com Adolfo, como aconteceu, o PSD continuasse na direção, para não criar um tumulto naquela Casa. Agora estão passando o tempo de definição sobre a escolha do vice. Espero também que a maturidade consiga chegar, porque não pode ser o foco maior. Por mais que a gente saiba que é difícil, porque tem tendências, se unifica a maioria majoritária em termos de um, mas sempre tem outro candidato", iniciou Jerônimo, que continuou.
"Eu espero que seja um nome que incorpore, um nome que dialogue bem com as tendências com os prefeitos. Nós chegamos a 50 prefeitos do Estado da Bahia, temos a responsabilidade de ajudá-los a governar. Não é o governador, é o partido que tem que apoiar, ajudar. E com o governo Lula, isso é melhor, porque nós temos recursos federais vindo para os municípios. Eu preciso, eu não quero gastar energia dentro do partido", completou o governador, que cumpriu agenda em Salvador.
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