Busca interna do iBahia
HOME > POLÍTICA

POLÍTICA

Juceb critica retrocesso da Receita que burocratiza novos negócios

Presidente da Junta, Marise Chastinet falou com o Portal A TARDE sobre decisão da Receita Federal

Flávia Requião
Por Flávia Requião
| Atualizada em
Receita Federal
Receita Federal - Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil

Após o anúncio da Receita Federal sobre as alterações na emissão do CNPJ, a presidente da Junta Comercial do Estado da Bahia (Juceb), Marise Chastinet, ressaltou que a decisão representa um retrocesso em todo o trabalho que vem sendo feito para facilitar a criação de empresas no Brasil.

Leia Também:

APURAÇÃO

MPF investiga curso de medicina de faculdade da Bahia
MPF investiga curso de medicina de faculdade da Bahia imagem

POLÍTICA

PT convoca influenciadores para impulsionar nova campanha
PT convoca influenciadores para impulsionar nova campanha imagem

POLÍTICA

Lula vai à Argentina e visita ex-presidente condenada
Lula vai à Argentina e visita ex-presidente condenada imagem

"Hoje o nosso sistema está todo integrado. Nós temos trabalhado para desburocratizar e simplificar o processo de registro de empresas. Hoje, no Brasil, para se abrir uma empresa leva em torno de um dia e, aqui na Bahia, nós saímos de três dias e 17 horas para 9 horas para abertura de uma empresa. Ou seja, todo o trabalho que nós fizemos para integrar o sistema e automatizar vai ser um retrocesso com essa medida da receita”, declarou, em conversa com o Portal A TARDE.

Tudo sobre Política em primeira mão! Compartilhar no Whatsapp Entre no canal do WhatsApp.

Atualmente, a emissão do CNPJ é feita logo após o registro da empresa na Juceb, de maneira integrada com a Receita Federal. Esse procedimento é o ponto principal para automatização de várias etapas da legalização das empresas baianas, tais como emissão das inscrições estadual e municipal e alvarás de funcionamento de órgãos municipais e corpo de bombeiros.

Agora, a Receita Federal propõe alterações que não mais permitirão a emissão do CNPJ após o deferimento da abertura das empresas pelas Juntas Comerciais, impondo ao cidadão que se dirija a um sistema federal para realizar um novo procedimento e, só então, liberar a inscrição. As alterações têm como justificativa a necessidade de coletar informações para enquadramento das empresas no Simples Nacional.

“Vai dificultar a melhoria do ambiente de negócio dos Estados e vai dificultar empreender agora no Brasil. [...] E com essa medida da receita, vai acarretar em um aumento de custo, aumento da burocracia, porque vai ser um retrocesso para o sistema”, detalhou Marise.

Em nota, a Juceb explicou que as alterações propostas representam um retrocesso que ignora os avanços trazidos pela Redesim e repercute diretamente no ambiente de negócios.

"Apesar da média de tempo de abertura na Bahia ser mais baixa, no Brasil, o tempo médio é de um dia para se abrir uma empresa. Com o novo procedimento, esse tempo subirá, assim como o tempo para receber as liberações de funcionamento dos órgãos, pois impacta diretamente nos sistemas integradores das Juntas Comerciais, além de acarretar em mais procedimentos a serem feitos, ou seja, mais burocracia", enfatiza o comunicado.

Siga o A TARDE no Google Notícias e receba os principais destaques do dia. Compartilhar no Whatsapp Clique aqui

Compartilhe essa notícia com seus amigos

Compartilhar no Whatsapp Compartilhar no Facebook Compartilhar no X Compartilhar no Email

Tags

emissão de CNPJ Juceb Marise Chastinet Receita Federal

Relacionadas

Mais lidas