Busca interna do iBahia
HOME > POLÍTICA

EL PATRÓN

Justiça mantém prisão preventiva de Binho Galinha após revisão

Deputado está preso desde outubro do ano passado, após ser alvo da Operação El Patrón

Leo Almeida
Por
Deputado Binho Galinha
Deputado Binho Galinha - Foto: Reprodução | Redes Sociais

A Justiça decidiu manter a prisão preventiva do deputado estadual Binho Galinha (Avante), em ação penal decorrente das operações El Patrón e Hybrism que aponta o parlamentar como líder de uma organização criminosa em Feira de Santana. A decisão foi assinada pela juíza Márcia Simões Costa, da Vara Criminal e Crimes contra a Criança e o Adolescente da Comarca da cidade, após reavaliar a necessidade da detenção.

O processo foi instaurado a partir de denúncia do Ministério Público da Bahia, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), contra 13 denunciados. Segundo a decisão, o grupo é acusado de constituição e integração de organização criminosa armada, lavagem de capitais, usura e extorsão.

Tudo sobre Política em primeira mão! Compartilhar no Whatsapp Entre no canal do WhatsApp.

Conforme decisão obtida em A TARDE, além de Binho Galinha, a magistrada renovou e manteve as prisões preventivas da esposa do deputado, Mayana Cerqueira da Silva e de seu filho, João Guilherme Cerqueira da Silva Escolano, além de outros investigados. A decisão foi assinada no dia 26 de junho.

Leia Também:

DE OLHO NAS URNAS

Mesmo preso, Binho Galinha troca de partido e é pré-candidato à Alba
Mesmo preso, Binho Galinha troca de partido e é pré-candidato à Alba imagem

LEVI VASCONCELOS

Binho Galinha segue preso, mas se puder, disputa novo mandato
Binho Galinha segue preso, mas se puder, disputa novo mandato imagem

INSTRUÇÃO JUDICIAL

Binho Galinha acompanha audiência da Operação El Patrón
Binho Galinha acompanha audiência da Operação El Patrón imagem

Continuidade nas movimentações financeiras

Na decisão, a juíza afirmou que permanecem atuais os fundamentos que justificaram as custódias. Segundo ela, as investigações apontam que, mesmo após a deflagração da Operação El Patrón, a organização criminosa teria permanecido em atividade operacional, com mecanismos para contornar medidas judiciais.

A magistrada citou a continuidade de fluxos financeiros ilícitos, o uso de interpostas pessoas e contas de terceiros para lavagem de dinheiro, além da substituição de operadores, como elementos que demonstrariam a permanência dos riscos que fundamentam as prisões preventivas.

A decisão também destaca que o caso envolve uma organização criminosa considerada complexa, com caráter permanente e atuação estruturada. Para a juíza, o chamado risco à ordem pública permanece presente, especialmente diante da gravidade concreta das condutas imputadas e do modo de funcionamento atribuído ao grupo.

Segundo o Judiciário, a organização atuaria com divisão de tarefas entre núcleo armado e núcleo financeiro, utilizando violência e grave ameaça para obtenção de lucros ilícitos oriundos de usura, exploração de jogo do bicho e lavagem de capitais.

Processo complexo

A magistrada também rejeitou alegações de excesso de prazo. Para a juíza, o processo é de elevada complexidade, envolve 13 denunciados, extensa prova documental, telemática e bancária, além de diligências probatórias ainda em complementação.

No caso específico da defesa de Binho Galinha, Mayana Cerqueira da Silva e João Guilherme Cerqueira da Silva Escolano, a decisão registra que os advogados haviam reiterado pedido de suspensão de prazo para apresentação da resposta à acusação, alegando necessidade de acesso integral a dados telemáticos e bancários.

A juíza, no entanto, afirmou que as defesas deixaram de apresentar resposta à acusação em duas oportunidades, apesar de intimações e devolução de prazo. Para a magistrada, a demora não decorre de embaraço criado pelo Judiciário, mas de estratégia processual adotada pela própria defesa.

Revisão é obrigatória

A prisão preventiva não tem um prazo máximo fixado em lei, mas o juiz ou tribunal que decretou a medida deve reavaliar sua necessidade a cada 90 dias. A decisão pela manutenção do cárcere exige nova fundamentação; caso contrário, a prisão torna-se ilegal.

Recurso no STJ

De acordo com apuração realizada em A TARDE, a defesa de Binho Galinha, representada pelo advogado Gamil Föppel, ingressou com um Recurso em Mandado de Segurança (RMS) no Superior Tribunal de Justiça (STJ) para anular a prisão preventiva.

A ação foi protocolada na Corte no dia 10 de junho deste ano e ainda aguarda apreciação do presidente da Corte, ministro Luís Felipe Salomão. No momento, ainda é aguardado um posicionamento do Ministério Público Federal (MPF) sobre o recurso movido por Binho Galinha.

Siga o A TARDE no Google Notícias e receba os principais destaques do dia. Google Noticias Siga o A TARDE no Google Noticias

Compartilhe essa notícia com seus amigos

Compartilhar no Whatsapp Compartilhar no Facebook Compartilhar no Email

Tags

Alba Binho Galinha feira de santana Operação El Patron

Relacionadas

Mais lidas