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Luís Miranda insinua que irmão gravou conversa com Bolsonaro: "Não estava sozinho na sala"

Da Redação
Por Da Redação
Irmãos depuseram na CPI da Covid-19 na última semana | Foto: Pedro França | Agência Senado
Irmãos depuseram na CPI da Covid-19 na última semana | Foto: Pedro França | Agência Senado - Foto: Pedro França | Agência Senado
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O deputado federal Luís Miranda (DEM-DF), que alegou em testemunho à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19 ter avisado o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) sobre um suposto esquema de fraude na compra da vacina Covaxin, com intermédio da Precisa Medicamentos, insinuou que o seu irmão, o servidor do Ministério da Saúde, Luís Ricardo, teria gravado o encontro. As informações são da coluna de Mônica Bergamo, na Folha de S.Paulo.

Miranda afirma que o chefe de estado implicou o deputado Ricardo Barros (PP-PR), líder do governo na Câmara como responsável pelo esquema. Barros, que irá depor na CPI, negou as acusações.

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“Eu não estava sozinho na sala... Estava com meu irmão (Luis Ricardo Fernandes Miranda, do Ministério da Saúde). E não posso impedir que a pessoa ameaçada grave (uma conversa para se defender)”, diz o parlamentar.

Na CPI, na última sexta-feira, 26, Luís Miranda repetiu por diversas vezes que ele nunca gravaria um presidente da República. O parlamentar teme ser alvo de representação no Conselho de Ética e ter seu mandato suspenso.

A cúpula da Cãmara dos Deputados, alinhada com o governo, ameaça levar o deputado ao Conselho de Ética. Na terça-feira, 29, o parlamentar Daniel Silveira, foi afastado do cargo por dois meses por ter gravado uma reunião de seu partido, o PSL.

Na última quarta-feira, 30, a CPI aprovou uma reunião secreta com o deputado Luís Miranda. A avaliação da cúpula é que o parlamentar não contou tudo o que sabe sobre possíveis fraudes no Ministério da Saúde. À Revista Crusoé, Miranda disse que recebeu oferta de propina de um lobista para não denunciar as supostas irregularidades. O parlamentar também disse que "só vai parar quando provar que há corrupção no governo".

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