DIA DA MULHER
Lula defende fim da escala 6x1 em discurso para eleitorado feminino
Presidente fez pronunciamento na TV e no rádio nesse sábado, 7

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, fez um pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão na noite de sábado, 7, em alusão ao Dia Internacional da Mulher, celebrado neste domingo, 8. Durante o discurso, ele destacou a gravidade da violência contra as mulheres no Brasil e defendeu o fim da escala 6x1.
Segundo o presidente, o país enfrenta uma realidade preocupante. “A cada seis horas, um homem mata uma mulher no Brasil. Cada feminicídio é o resultado de uma soma de violências diárias, silenciosas, naturalizadas. A maioria esmagadora dessas agressões acontece dentro de casa, no ambiente que deveria ser de proteção”, afirmou.
Lula ressaltou que, mesmo com o aumento das penas para esse tipo de crime, que pode chegar a 40 anos de prisão , os casos continuam acontecendo. “Mesmo com o agravamento da pena para o feminicídio, com até 40 anos de prisão para os assassinos, homens continuam agredindo e matando mulheres. Não podemos nos conformar”, declarou.
Fim da escala 6x
Outro ponto abordado foi a discussão sobre o fim da escala de trabalho 6x1, em que o trabalhador tem apenas um dia de descanso após seis dias de trabalho. Para o presidente, a mudança também impactaria positivamente a vida das mulheres, muitas vezes responsáveis por uma dupla jornada.
“É preciso avançar no fim da escala 6x1, que obriga a pessoa a trabalhar seis dias por semana e ter um só dia de folga. Está na hora de acabar com isso, pois significará mais tempo com a família, mais tempo para estudar, descansar e viver. Essa é uma pauta da mulher brasileira”, disse.
Assédio online
Lula também mencionou que o governo prepara novas medidas para combater o assédio online e lembrou que, a partir de 17 de março, entra em vigor o Estatuto Digital das Crianças e Adolescentes (ECA Digital), que vai obrigar plataformas a adotar mecanismos para impedir o acesso de menores a conteúdos ilegais ou impróprios.
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Ao final do pronunciamento, o presidente reforçou a necessidade de mudanças estruturais no país. “O Brasil que queremos não é um país onde as mulheres apenas sobrevivam. É um país onde elas possam viver em segurança, com liberdade para se divertir, trabalhar, empreender e prosperar”, concluiu.
Pacto Nacional – Brasil contra o Feminicídio
O presidente também lembrou medidas do Pacto Nacional – Brasil contra o Feminicídio, que reúne ações dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Entre elas, está um mutirão coordenado pelo Ministério da Justiça, em parceria com governos estaduais, para prender mais de 2 mil agressores com mandados em aberto.
“Violência contra a mulher não é questão privada onde ninguém mete a colher. É crime. E vamos, sim, meter a colher”, afirmou.
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