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Lula e Trump devem se encontrar na Malásia

Encontro é visto como primeiro passo para reduzir tarifas e discutir Pix e Rumble, sem tocar em questões judiciais internas do Brasil

Redação
Por Redação
Presidente Lula (PT) e presidente dos Estados Unidos, Donald Trump
Presidente Lula (PT) e presidente dos Estados Unidos, Donald Trump - Foto: Christophe Petit Tensson e Andrew Harnik | AFP

O governo brasileiro acompanha com atenção a expectativa em torno do encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Conforme apuração da CNN, o encontro deve ocorrer no próximo domingo, 26, na Malásia, onde os dois estarão para participar de uma cúpula da Asean (Associação de Nações do Sudeste Asiático), durante o fim de semana.

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No entanto, a equipe do presidente mantém cautela em relação à agenda, considerando o encontro como um primeiro passo para negociar a redução de tarifas sobre produtos brasileiro.

O encontro está sendo planejado há semanas por membros dos governos brasileiro e americano, após um breve encontro entre os dois presidentes na Assembleia Geral da ONU, em Nova York.

No primeiro contato telefônico entre os dois, Lula apresentou a Trump três possibilidades: convidá-lo para a COP30 em Belém, organizar uma visita bilateral no Brasil ou nos Estados Unidos, ou realizar um encontro mais curto na Malásia. Trump optou pela última alternativa, que também foi celebrada no Brasil por ser a mais rápida de ser realizada.

Para auxiliares do presidente, a Trump, Lula deve reiterar que o Brasil está aberto a negociar e conversar sobre tudo, menos discutir as decisões do Judiciário brasileiro contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o que o governo tem chamado de ameaça contra soberania e democracia brasileiras.

Outra questão em análise é o Pix, atualmente investigado pelo USTR (Escritório do Representante Comercial dos EUA), que avalia se o sistema de pagamentos brasileiro gera barreiras para empresas americanas atuarem no país.

O governo brasileiro também acredita que a plataforma Rumble pode entrar no pacote de negociações, que está bloqueada no Brasil desde fevereiro deste ano.

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