ENTENDIMENTO
Lula projeta acordo com Trump e foca em segurança para visita aos EUA
Presidente minimiza impacto de tarifas globais e defende relação de "normalidade" com Washington

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, neste domingo, 22, estar convencido de que vai alcançar um entendimento direto com o presidente americano Donald Trump durante a visita aos Estados Unidos, prevista para o próximo mês.
Mesmo após o anúncio de tarifas globais de 15% impostas pela Casa Branca, Lula declarou que a relação bilateral deve retornar à "normalidade" devido ao interesse econômico mútuo.
"Se taxar algum produto nosso, vai causar inflação nos Estados Unidos e vai ser prejudicial ao povo americano. Eles já sabem disso", ponderou o petista ao fim de sua agenda oficial na Índia.
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Para o governo brasileiro, a tarifa linear de Trump não altera a competitividade relativa das exportações nacionais, uma vez que atinge todos os parceiros comerciais dos EUA de forma igualitária.
Independência geopolítica
Lula reforçou que o Brasil não pretende adotar um alinhamento automático com nenhuma potência e descartou a adesão a uma "nova Guerra Fria".
De acordo com o presidente, a estratégia diplomática brasileira é manter relações de igualdade com todos os países, negociando diretamente com Trump para preservar a soberania nacional.
Ofensiva contra o crime
A pauta de segurança pública será um dos pilares da comitiva em Washington. Lula levará o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, para discutir a extradição de brasileiros envolvidos com o crime organizado que estão refugiados em solo americano.
"Se o governo americano estiver disposto a combater o narcotráfico, nós estaremos na linha de frente. Inclusive, reivindicamos que mandem para nós os bandidos que estão lá", afirmou.
Saldo na Índia
O presidente encerrou a viagem de quatro dias ao território indiano classificando-a como um "marco". Foram assinados acordos em áreas estratégicas como minerais críticos e cooperação digital com o primeiro-ministro Narendra Modi.
Ao comparar a parceria com o país asiático às relações com potências tradicionais, Lula disparou: "Quando se trata de uma negociação com a Índia, não estamos tratando com um colonizador".
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