Busca interna do iBahia
HOME > BAHIA
Ouvir Compartilhar no Whatsapp Compartilhar no Facebook Compartilhar no X Compartilhar no Email

DENÚNCIA

Troca de unidade de medida viabilizou desvio de verbas em Itagibá

Promotoria apura que 67% de contrato para capina elétrica foi pago em apenas 4 meses

Rodrigo Tardio

Por Rodrigo Tardio

06/01/2026 - 11:18 h | Atualizada em 06/01/2026 - 11:40
Marcos Valério Barreto (PCdoB), prefeito de Itagibá
Marcos Valério Barreto (PCdoB), prefeito de Itagibá -

O Ministério Público da Bahia (MP-BA) instaurou procedimento investigatório para apurar supostas irregularidades em um contrato de limpeza urbana no município de Itagibá, sul da Bahia, gestão do prefeito Marcos Valério Barreto (PCdoB).

O alvo é o contrato nº 042/2024, firmado com a empresa Ecolimp Serviços e Limpeza Ltda., o qual prevê o serviço de capina elétrica, que é a eletrocussão de ervas daninhas em vias públicas.

Tudo sobre Bahia em primeira mão!
Entre no canal do WhatsApp.

A Ecolimp mantém também um contrato com a Prefeitura de Jequié, gestão do prefeito Zé Cocá (PSD), a qual já pagou o valor de R$ 1.995, 807,90 entre os anos de 2024 e 2025.

Leia Também:

A denúncia aponta um cenário de graves violações administrativas e possível lesão ao erário. Entre os pontos mais alarmantes está a velocidade dos pagamentos: em apenas quatro meses de execução, a prefeitura já desembolsou R$ 563.428,41, o que representa 67,72% do valor total estimado de R$ 832.027,52.

Manobra técnica

Um dos eixos centrais da investigação é a alteração da unidade de medida do contrato. De acordo com o relato apresentado ao MP, houve uma mudança de Metro Linear (ML) para Metro Quadrado (M²).

Para os denunciantes, essa alteração teria sido uma manobra para mascarar o superfaturamento e acelerar a saída de recursos públicos sem a devida contraprestação de serviço.

Autoridades sob suspeita

O caso ganha contornos de escândalo político ao citar o suposto envolvimento de figuras do alto escalão da administração municipal, incluindo o prefeito, o secretário da Fazenda e o secretário de Infraestrutura.

A denúncia sugere que o contrato em questão pode ser parte da atuação de um grupo criminoso organizado especializado em fraudar licitações. Levantamentos preliminares indicam que esse grupo teria movimentado contratos vultosos, superiores a R$ 40 milhões, entre os anos de 2021 e 2024.

Prazo para resposta

A Promotoria de Itagibá chegou a notificar o município para que se manifestasse em até 10 dias. A gestão municipal precisaria entregar a cópia integral do Pregão Eletrônico nº 009/2024, relatórios de medição, comprovantes de pagamento e a justificativa jurídica para a mudança na métrica do serviço.

Se comprovadas, as irregularidades podem resultar em ações por improbidade administrativa e crimes penais contra os agentes envolvidos.

A reportagem procurou a Prefeitura de Itagibá e ainda aguarda respostas aos questionamentos.

Siga o A TARDE no Google Notícias e receba os principais destaques do dia.

Participe também do nosso canal no WhatsApp.

Compartilhe essa notícia com seus amigos

Compartilhar no Email Compartilhar no X Compartilhar no Facebook Compartilhar no Whatsapp

Tags:

Escândalo Político fraude em licitações improbidade administrativa irregularidades contratuais Limpeza Urbana Ministério Público da Bahia

Siga nossas redes

Siga nossas redes

Publicações Relacionadas

A tarde play
Marcos Valério Barreto (PCdoB), prefeito de Itagibá
Play

Socorrista é golpeado na cabeça com facão após discussão na Bahia

Marcos Valério Barreto (PCdoB), prefeito de Itagibá
Play

Hilton Coelho queima bandeira dos EUA em protesto; assista

Marcos Valério Barreto (PCdoB), prefeito de Itagibá
Play

Homem a cavalo escapa de raio na Bahia, após animal recuar; vídeo

Marcos Valério Barreto (PCdoB), prefeito de Itagibá
Play

Vídeo mostra impacto forte do atropelamento de pintores em Guarajuba

x