CORRENTINA
Contrato de combustíveis na Bahia daria para dar 352 voltas ao mundo
Objeto do contrato aponta manutenção de veículos e máquinas da Prefeitura em operação

Por Rodrigo Tardio

Um contrato com valor milionário para o fornecimento de combustíveis no município de Correntina, oeste da Bahia, tem despertado atenção pela magnitude das cifras e do volume envolvido. A Prefeitura, na gestão de Walter Mariano Messias de Souza, conhecido como Mariano Correntina (União Brasil), firmou um compromisso financeiro de R$ 7 milhões com o objetivo de suprir a frota pública.


O que chama a atenção é que o contrato milionário tem duração apenas de 5 meses. O montante, destinado a manter veículos e máquinas da prefeitura em operação, levanta questionamentos sobre a logística e a necessidade real de consumo para o período de 157 dias corridos.
Leia Também:
Contrato em números
Para compreender a dimensão do gasto, os dados técnicos revelam uma demanda diária que foge aos padrões habituais de municípios de médio porte. Ao todo, o contrato prevê o fornecimento de 1.162.000 litros de combustíveis. A média de consumo estabelecida é de 7.401 litros por dia.
Comparativo
Para fins de ilustração, se considerarmos que um veículo de grande porte consome cerca de 3.300 litros para realizar uma viagem equivalente a uma "volta ao mundo", o combustível contratado seria suficiente para completar 352 voltas ao redor do planeta em menos de seis meses.
Questionamento
Contratos de combustíveis são, rotineiramente, os itens de maior peso nas contas das secretarias de infraestrutura, saúde e educação, especialmente em cidades com grande extensão territorial.
No entanto, a concentração de um gasto de R$ 7 milhões em um intervalo de apenas cinco meses coloca a administração sob os holofotes de órgãos de fiscalização e da opinião pública.
Com base no cronograma de uso desse combustível, o que se vê é que a média diária de 7,4 mil litros pressupõe uma frota em operação ininterrupta e de alta intensidade.
Embora o município possua uma vasta área rural e demande maquinário pesado para manutenção de estradas e escoamento agrícola, o volume de mais de 7 mil litros diários tem colocado o contrato sob suspeição de parlamentares e da oposição.
A reportagem procurou a Prefeitura de Correntina e ainda aguarda resposta ao questionamento.
Siga o A TARDE no Google Notícias e receba os principais destaques do dia.
Participe também do nosso canal no WhatsApp.
Compartilhe essa notícia com seus amigos
Siga nossas redes



