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Lula reage a Flávio Bolsonaro e sai em defesa do Mercosul

Senador propôs mudanças no bloco econômico e negociação direta com os EUA

Redação
Por Redação
| Atualizada em
O presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro
O presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro - Foto: Ricardo Stuckert/PR e Evaristo Sá/AFP

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), usou as redes sociais nesta quinta-feira, 2, para responder às declarações do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que enviou um documento ao governo dos Estados Unidos defendendo mudanças na atuação do Brasil no Mercosul e propondo novas formas de negociação comercial com os norte-americanos.

Na publicação, Lula afirmou que “Defender o fim do Mercosul, o bloco econômico mais importante da América Latina e que acaba de firmar um acordo histórico com a União Europeia, é outro ataque ao interesse do povo brasileiro”.

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Documento enviado aos Estados Unidos

O posicionamento do presidente ocorre após Flávio Bolsonaro encaminhar um ofício ao Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), na quarta-feira, 1. No texto, o senador argumenta que o Brasil deveria flexibilizar as regras do Mercosul para viabilizar acordos comerciais diretos com os Estados Unidos.

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Segundo Flávio, o bloco sul-americano limitou a possibilidade de governos brasileiros firmarem negociações bilaterais com os norte-americanos. No documento, ele afirma que o país “busca formas de se libertar das amarras do Mercosul” e cita o presidente da Argentina, Javier Milei, como referência nesse debate.

Críticas ao pedido e defesa do Pix

Além de defender a permanência e a importância do Mercosul, Lula criticou o envio do documento ao governo dos Estados Unidos. O presidente classificou como “inaceitável” a postura da família Bolsonaro e afirmou que ela pretende “submeter o Brasil aos interesses dos Estados Unidos”. Também declarou que o país seguirá mantendo relações internacionais “de igual para igual” com outras nações.

O chefe do Executivo também respondeu ao trecho em que Flávio pede que eventuais tarifas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros sejam adiadas para depois das eleições. Para Lula, “nunca houve e não há qualquer justificativa” para a adoção do tarifaço em qualquer momento e afirmou que a proposta teria sido incentivada pela própria família Bolsonaro, que, segundo ele, apoiou publicamente o aumento das tarifas.

Outro ponto abordado pelo presidente foi o sistema de pagamentos Pix. Embora Flávio tenha defendido, no documento, que a ferramenta não seja alvo de sanções comerciais, ele propôs reduzir a carga tributária e regulatória sobre empresas de cartão de crédito e outros meios privados de pagamento.

Em resposta, Lula afirmou que o Pix é “uma conquista do Brasil” e disse que o governo não permitirá que o sistema fique sujeito a interesses estrangeiros. Ao concluir a manifestação, reforçou que “a soberania é inegociável” e declarou que “o Brasil é dos brasileiros”.

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