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BRASIL X EUA

Lula repudia tarifaço dos EUA e promete acionar Lei da Reciprocidade

Segundo o governo federal, não há justificativas para sobretaxa de 25%

Ane Catarine
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| Atualizada em
O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva
O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva - Foto: Ricardo Stuckert/PR

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira, 16, por meio de nota, que repudia o novo tarifaço de 25% imposto pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros e anunciou que acionará os instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade diante dos impactos econômicos da medida.

"O governo brasileiro repudia a decisão anunciada pelo governo dos Estados Unidos relativa à imposição de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros. O Brasil iniciará imediatamente os trâmites para acionar os instrumentos previstos na Lei da Reciprocidade", diz trecho da nota.

A tarifa foi oficializada pelo governo de Donald Trump após a conclusão de uma investigação comercial baseada na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos.

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O relatório sustenta que o Brasil adota "práticas comerciais desleais e discriminatórias" que, segundo o governo norte-americano, prejudicam empresas do país.

Entre as alegações apresentadas pelos Estados Unidos estão críticas ao Pix, ao tratamento dado às big techs, ao desmatamento, às barreiras impostas ao etanol americano e até à Rua 25 de Março, em São Paulo.

"Demonstramos que são descabidas as alegações contra o Pix e a regulação de plataformas digitais, bem como são absurdas as acusações sobre desmatamento", afirma o governo brasileiro.

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Críticas à família Bolsonaro

Na nota, o governo também reforçou que os Estados Unidos não têm “justificativas cabíveis” para taxar o Brasil e criticou a influência da família Bolsonaro na decisão, afirmando que integrantes agem contra a soberania nacional.

"É triste constatar que o lamentável desfecho das investigações baseadas na Seção 301 faz parte de um enredo construído com a ativa colaboração da família Bolsonaro. São falsos patriotas que arquitetaram e defenderam publicamente ações contra o nosso país", diz.

Por fim, o Planalto lembrou que, nos últimos 15 anos, os Estados Unidos acumularam um superávit de US$ 424,5 bilhões no comércio de bens e serviços com o Brasil.

Veja a nota completa:

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