POLÍTICA
Ministra estava em Paris quando aprovou prisão domiciliar para Adriana Ancelmo



A concessão da prisão domiciliar para a ex-primeira-dama do Rio, Adriana Ancelmo, foi decidida durante uma viagem da ministra Maria Thereza de Assis Moura, do Superior Tribunal de Justiça (STJ). De acordo com a coluna Painel do jornal Folha de S. Paulo, a magistrada estava em Paris quando autorizou a mudança no regime de prisão da mulher de Sergio Cabral.
Ela arbitrou a favor de Adriana Ancelmo no dia seguinte ao pedido de habeas corpus. A defesa da ex-primeira-dama já tinha solicitado a prisão domiciliar, que chegou a ser aprovada, mas foi revogado pelo Ministério Público Federal.
A defesa argumenta que Adriana tem dois filhos menores, de 11 e 14 anos, que estão sem os pais, já que os dois estavam presos. Com isso, solicitou a mudança de regime de prisão dela.
O desembargador Abel Gomes, do TRF2, entendeu que não poderia conceder esse benefício para Adriana Ancelmo, já que outras mães presas não têm esse direito. Mas a defesa dela recorreu ao STJ, que acabou aprovando a saída de Adriana do presídio de Bangu.
Ela responde pelos crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa.