BOLSONARISTAS
Ministros do STF apoiam Moraes em ação contra empresários
Avaliação é que tentativa de apaziguar ânimos com Bolsonaro não significa se omitir de agir contra crimes



Os demais ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) entendem como positiva a ordem dada por Alexandre de Moraes de investigar os empresários bolsonaristas que incentivavam um golpe de Estado em um grupo de mensagens. As informações são da coluna de Mônica Bergamo, na Folha de S.Paulo.
Os ministros criticam a conclusão de que Alexandre de Moraes teria interrompido uma tentativa de entendimento de Bolsonaro com ele ao determinar uma operação de busca e apreensão na casa de empresários bolsonaristas que pregavam o golpe militar.
A avaliação é de que não há como estabelecer uma trégua que implique na aceitação de ameaças à ordem democrática e ao Estado de Direito, um dos crimes mais graves previstos na Constituição.
A coluna ainda apontou que os integrantes do governo Bolsonaro afirmam que o diálogo com o STF nunca abrangeu inquéritos policiais, mas, sim, a transparência das urnas.
A investigação
Na terça-feira, 23, a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados a oito empresários bolsonaristas que defenderam um golpe de Estado, caso o Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vença as eleições deste ano. As mensagens golpistas foram reveladas em uma série de reportagens do portal Metrópoles.
Além dos mandados de busca e apreensão, Alexandre de Moraes também determinou o bloqueio das contas bancárias, o bloqueio das contas dos empresários nas redes sociais, tomada de depoimentos e a quebra dos sigilos bancários.
Entre os alvos estão Luciano Hang, da Havan, José Isaac Peres, da rede de shopping Multiplan, Ivan Wrobel, da Construtora W3, José Koury, do Barra World Shopping, André Tissot, do Grupo Sierra, Meyer Nigri, da Tecnisa, Marco Aurélio Raymundo, da Mormaii, e Afrânio Barreira, do Grupo Coco Bambu.
Os mandados foram cumpridos por agentes da PF no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro e Ceará.