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Moro dá 5 dias para PF se manifestar sobre suposto vídeo de coercitiva de Lula

Julia Affonso, Ricardo Brandt, Mateus Coutinho e Luiz Vassallo | Estadão Conteúdo
Por Julia Affonso, Ricardo Brandt, Mateus Coutinho e Luiz Vassallo | Estadão Conteúdo
| Atualizada em
Para a defesa, o uso do suposto vídeo tem como objetivo "macular" a imagem de Lula
Para a defesa, o uso do suposto vídeo tem como objetivo "macular" a imagem de Lula - Foto: Ueslei Marcelino | Reuters | 29.08.2016
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O juiz federal Sérgio Moro deu cinco dias para que a Polícia Federal se manifeste sobre um suposto vídeo gravado durante a condução coercitiva do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em março do ano passado. O prazo foi concedido na sexta-feira, 24.

A gravação, segundo a defesa de Lula, será usada no filme "Polícia Federal - A lei é para todos". O longa, da produtora carioca New Group & Raconto e associados, custará R$ 12 milhões e será "um thriller policial político inspirado em fatos reais".

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Em manifestação a Moro, também na sexta-feira, os advogados do petista afirmaram que "a condução coercitiva em desfavor do peticionário (Lula) - medida autorizada por este Juízo e executada no dia 4 de março de 2016 - constituirá a principal cena do filme". Para a defesa, o uso do suposto vídeo tem como objetivo "macular" a imagem de Lula "perante a sociedade".

"Ocorre que para a gravação da cena os produtores tiveram acesso integral a uma suposta filmagem realizada pela Polícia Federal no dia da medida que privou a liberdade do peticionário por cerca de cinco horas", alegaram os advogados.

A defesa pediu a Moro que determinasse à produção do filme que se abstivesse de usar a gravação e que fosse apurado "a responsabilidade criminal dos agentes policiais".

Ao analisar o pedido da defesa de Lula, o juiz da Lava Jato afirmou que "não cabe a este Juízo impor censura a veículos de comunicação ou mesmo à produção de algum filme". "Não são eles sequer partes deste processo", anotou. "Não consta que qualquer gravação efetuada durante a diligência de condução coercitiva tenha sido disponibilizado à produção do filme ou a qualquer veículo de imprensa. Se o último fato tivesse ocorrido, aliás, provavelmente tais imagens já teriam sido publicizadas."

Moro determinou: "Antes de qualquer providência, intime-se a autoridade policial responsável pelo caso para prestar oportunos esclarecimentos e se manifestar sobre a petição (da defesa de Lula)."

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