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Motta vai tentar votar PL Antifacção na Câmara mesmo sem acordo

Projeto que tem como relator Guilherme Derrite (PP-SP) vem gerando críticas de aliados do governo Lula (PT)

Yuri Abreu
Por
Hugo Motta (Republicanos-PB) é presidente da Câmara dos Deputados
Hugo Motta (Republicanos-PB) é presidente da Câmara dos Deputados - Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

Ainda que sem acordo entre governo e oposição na Câmara, o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), marcou para esta terça-feira, 11, a votação do Projeto de Lei (PL) Antifacção.

As polêmicas sobre o texto começaram logo após o projeto ser enviado pelo governo Lula (PT) ao Congresso. Uma delas foi a escolha do relator pelo republicano: o deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP), que se licenciou da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo para reassumir o mandato em Brasília — a decisão acabou desagradando o Planalto.

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No entanto, antes de ser pautado, o PL ainda será discutido em pelo menos dois encontros hoje. Motta vai se reunir com integrantes do governo, e a ministra da secretária de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann. A expectativa é a de que se chegue a um denominador comum para preservar o texto original do Executivo.

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Derrite e Motta recebem grave alerta sobre PL Antifacção

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB) e o relator do Projeto de Lei (PL) da Antifacção, deputado Guilherme Derrite (PP-SP), receberam um grave alerta sobre a matéria vindo do mercado financeiro.

Integrantes do setor procuraram a dupla para sinalizar sobre o risco de incluir no texto a classificação de facções criminosas como organizações terroristas, como deseja a oposição. Eles ponderaram, conforme o colunista Igor Gadelha, do Metrópoles, que a medida poderia levar fundos e empresas a tirarem investimentos do país.

Além disso, Motta e Derrite foram alertados que grandes fundos e multinacionais tem que regras que proíbem investimentos em países que abrigam terroristas, conforme os seus estatutos — o mesmo aviso chegou ao governo, que tem integrantes contrários a equiparação, o que poderia gerar fuga de dinheiro do país.

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Tags

Câmara dos Deputados hugo motta PL Antifacção segurança pública

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