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Na ONU, Lula condena 'genocídio em Gaza' e critica veto à Palestina

Em discurso na Assembleia Geral, presidente lamentou ausência de Mahmoud Abbas e elogiou judeus contrários à ofensiva de Israel

Yuri Abreu
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Lula discursa na abertura da Assembleia Geral da ONU, nesta terça-feira, 23
Lula discursa na abertura da Assembleia Geral da ONU, nesta terça-feira, 23 - Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta terça-feira, 23, durante discurso na abertura da 80ª Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), em Nova Iorque (EUA), que “nada justifica o genocídio em curso” na Faixa de Gaza. O petista criticou tanto os ataques do Hamas quanto a resposta militar de Israel, destacando que a ofensiva israelense representa uma ameaça à sobrevivência do povo palestino.

Nada, absolutamente nada, justifica o genocídio em curso em Gaza

Luiz Inácio Lula da Silva - Presidente do Brasil

“Os atentados terroristas perpetrados pelo Hamas são indefensáveis sob qualquer ângulo, mas nada, absolutamente nada, justifica o genocídio em curso em Gaza”, declarou o presidente brasileiro.

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Lula também lamentou a ausência do presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, impedido de participar presencialmente da Assembleia após o governo dos Estados Unidos, sob Donald Trump, revogar todos os vistos de membros do governo palestino. A ONU autorizou Abbas a participar por videoconferência, mas o episódio foi classificado por Lula como um sinal de fragilidade democrática dentro da própria entidade.

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No discurso, o petista acusou Israel de usar a fome como arma de guerra e o deslocamento forçado como prática impune contra civis palestinos. Ele ainda prestou solidariedade aos judeus que se posicionam contra a política do governo Benjamin Netanyahu.

“Expresso minha admiração aos judeus que, dentro e fora de Israel, se opõem a essa punição coletiva. O povo palestino corre o risco de desaparecer. Só sobreviverá com um Estado independente e integrado à comunidade internacional”, afirmou Lula.

O presidente brasileiro também lembrou que mais de 150 países-membros da ONU apoiam a criação de um Estado palestino, mas que a iniciativa vem sendo sistematicamente bloqueada por vetos no Conselho de Segurança.

A guerra entre Israel e o Hamas, deflagrada em 7 de outubro de 2023 após ataques do grupo palestino contra território israelense, já deixou dezenas de milhares de mortos e provocou uma crise humanitária sem precedentes em Gaza. O governo de Netanyahu controla atualmente algumas áreas do enclave palestino.

De frente com Trump na ONU, Lula defende prisão de Bolsonaro

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) utilizou seu discurso na Assembleia Geral da ONU, nesta terça-feira, 23, para ressaltar a solidez das instituições brasileiras e a defesa do Estado Democrático de Direito. Em tom firme, o petista lembrou que, pela primeira vez em 525 anos de história, um ex-chefe de Estado foi condenado no Brasil por atentar contra a democracia.

“Foi investigado, indiciado, julgado e responsabilizado pelos seus atos em um processo minucioso. Teve amplo direito de defesa prerrogativa, que as ditaduras negam às suas vítimas”, afirmou Lula, em referência ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), sem citar nomes.

Lula destacou ainda que a decisão judicial tem alcance simbólico. “Diante dos olhos do mundo, o Brasil deu um recado a todos os candidatos autocratas e àqueles que os apoiam: nossa democracia e nossa soberania são inegociáveis. Seguiremos!”, completou.

O presidente brasileiro foi o primeiro chefe de estado a discursar no evento anual, que acontece nos EUA.

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genocídio em Gaza Israel Lula Onu Palestina

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