POLÍTICA
Nilo articula apoios e Coronel pede votos em discurso



Durante a extensa sessão para a votação do Orçamento do Executivo de 2017 e empréstimo junto ao Banco do Brasil no valor e R$ 600 milhões, os principais postulantes à presidência da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, buscaram pedir votos na última sessão deliberativa do ano na Casa.
Enquanto Marcelo Nilo (PSL) que postula o sexto mandato à frente da Casa reuniu-se com os deputados de oposição em seu gabinete em busca de apoio, o seu principal adversário, Ângelo Coronel (PSD) leu discurso provocativo da tribuna do Plenário. O terceiro postulante à vaga, Luiz Agusto (PP) continua mantendo a ideia de que é preciso oxigenas a chefia do Parlamento estadual.
A oposição soma 21 votos e será o fiel da balança para qualquer um dos três candidatos que integram a base do governador Rui Costa (PT). Os deputados oposicionistas estão preparando documento com uma série de reinvindicações para entregarem aos postulamentes em janeiro.
Alfinetadas - Ângelo Coronel, amigo pessoal de Marcelo Nilo, leu da tribuna do Plenário um discurso de duas páginas no qual provoca a gestão atual de forma indireta. Trechos como "Vamos ter que compartilhar funções...nada de decisões monocráticas", ou ainda, "A palavra é descentralização" e "fica aqui meu compromisso de acabar com a reeleição" atingem diretamente o presidente da Assembleia, visto por alguns pares como centralizador.
Evocando o filósofo francês Voltaire, Coronel disse: "Não concordo com uma palavra do que dizes, mas defenderei até a morte vosso direito de dizê-las".
Leia abaixo o discurso completo do deputado Angelo Coronel.

