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Para Renan, Serraglio é 'excelente nome' para a Justiça

Ricardo Brito | Estadão Conteúdo
Por Ricardo Brito | Estadão Conteúdo
| Atualizada em
Eleições 2026

O líder do PMDB do Senado, Renan Calheiros (AL), afirmou na tarde desta quinta-feira, 23, em entrevista ao Broadcast Político, que a escolha do deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR) para comandar o Ministério da Justiça recaiu sobre um "excelente nome". "É um parlamentar respeitado, tem trânsito com todo mundo e vai fazer um bom trabalho", disse.

Investigado na Lava Jato, Renan afirmou que nada - nem mesmo Serraglio - poderá parar o avanço da operação, que, em sua avaliação, "caminha por si só. "Ela (a Lava Jato) jamais será atrapalhada por ninguém e o Osmar, o perfil dele, aponta na direção que vai fazer um grande trabalho não só na Lava Jato, mas também com todas as operações", considerou.

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Rompimento

Renan não quis comentar a decisão do primeiro-vice-presidente da Câmara, o correligionário Fábio Ramalho (MG), de anunciar o rompimento com o governo após a bancada de Minas ter ficado, com a escolha do paranaense Serraglio para a Justiça, fora do primeiro escalão da gestão Michel Temer.

"Você não pode ter uma conotação meramente pessoal na nomeação de qualquer um para o ministério", avaliou. Ele destacou que o PMDB do Senado não fez qualquer movimento para emplacar o novo ministro da Justiça e destacou que, dos nomes postos, Serraglio está entre os melhores "sem dúvida".

A indicação de Serraglio para a Justiça tem causado desconforto dentro do PMDB da Câmara. Deputados externaram preocupação com a pouca influência que paranaense tem sobre a bancada do PMDB e a dificuldade de reverter sua nomeação em apoio à agenda de Temer.

Blackout

O líder do PMDB também não quis comentar a 38ª fase da Lava Jato, a Blackout, em que foram decretadas as prisões dos lobistas Jorge e Bruno Luz, respectivamente pai e filho. Mais cedo, o procurador da República, Diogo Castor de Mattos, da força-tarefa da operação, havia declarado que "agentes políticos do PMDB no Senado" foram beneficiários de parte dos US$ 40 milhões de propina supostamente repassada pelos dois.

Renan repetiu o que constava em sua nota oficial divulgada ainda pela manhã na qual diz não ver Jorge Luz há 25 anos. E que não teve nenhuma relação com ele.

"O senador Renan Calheiros reafirma que a chance de se encontrar qualquer irregularidade em suas contas pessoais ou eleitorais é igual a zero. O senador reitera ainda que todas as suas relações com empresas, diretores ou outros investigados não ultrapassaram os limites institucionais. Embora conheça a pessoa mencionada no noticiário (Jorge Luz), não o vê há 25 anos e que não possui nenhum operador", diz a nota do peemedebista.

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