POLÍTICA
Partidos abrigam candidatos em massa e evitam votos desperdiçados na Alba
Últimas mudanças na janela partidária movimentaram cenário eleitoral

As movimentações 'fora da curva' nos últimos dias de janela de transferências partidárias na Bahia, encerrada no dia 3 deste mês, iniciariam uma série de especulações sobre os motivos que levaram a tais mudanças. Segundo apurou o portal A TARDE, o 'troca-troca' repentino faz parte de um acordo entre as legendas.
Com o temor do aumento da régua de corte para a conquista de cadeiras na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), as siglas investiram em uma estratégia que consiste na 'aglomeração' desses votos, sem riscos das chamadas sobras.
Para isso, a base governista 'elegeu' o PDT, que retornou recentemente ao grupo, e o PV, que faz parte da federação 'Brasil da Esperança', como siglas polo para as candidaturas.
Contrastes
Para que PDT e PV fossem turbinados, legendas como PRD, Solidariedade e PSB foram 'esvaziadas'. Nomes como Marcinho Oliveira e Fabrício Pancadinha, deputados estaduais já com mandato e considerados potenciais puxadores de votos, foram para a sigla 'trabalhista'.
Leia Também:
Os dois se juntam a nomes como Luciano Pinheiro, ex-prefeito de Euclides da Cunha, e Cézar de Adério, ex-prefeito de Milagres, como postulantes de peso da nominata do PDT, que pretende fazer até seis cadeiras na Alba.
Não passa por Elmar
Contrariando as especulações recentes, a montagem 'surpresa' do PDT não foi fruto de uma articulação do deputado federal Elmar Nascimento (União Brasil), que faz parte da oposição, embora tenha nomes ligados ao governo.
"Não. Não teve nada disso [influência de Elmar], não sei de onde tiraram isso", destacou uma fonte ligada a Elmar, em conversa sob anonimato com o portal A TARDE.
Destino verde
Dentro do PV, considerado o elo mais fraco da federação Brasil da Esperança, que ainda conta com PT e PCdoB, a ideia é a mesma: usar o partido como 'satélite' para acolher deputados e pré-candidatos com boa base de votos.
Nos últimos dias, o PV recebeu Eduardo Salles e Antônio Henrique Júnior, deputados de mandato oriundos do Progressistas, e Fábiola Mansur, militante histórica do PSB e até então primeira suplente do partido.
Também do PSB, Angelo Almeida, deputado estadual que estava licenciado para exercer a função de Secretário Estadual de Desenvolvimento Econômico, deixou a 'casa socialista' para retornar ao PT, também como parte da estratégia de aglutinação de votos para a federação.
Oposição faz o mesmo
A ideia não ficou apenas nos corredores do Palácio de Ondina, e o bloco de oposição também passou a apostar no esvaziamento de partidos para o fortalecimento de outros.
Para que a proposta saísse do papel, Democracia Cristã e Agir, por exemplo, foram 'zerados', enquanto União Brasil, PSDB e Republicanos se tornaram opções de abrigo para a disputa eleitoral.
"Todo mundo tem feito isso, ninguém quer perder votos. Os partidos iam desperdiçar esses votos, então o melhor foi todo mundo migrar para um partido ou outro. Assim, a gente elege todo mundo", destacou uma fonte.
Eleições
Eleitores dos 417 municípios da Bahia escolherão, no dia 4 de outubro, 63 deputados estaduais, 39 deputados federais, dois senadores e governador, além do presidente da República, para um período de quatro anos.
Siga o A TARDE no Google Notícias e receba os principais destaques do dia.
Participe também do nosso canal no WhatsApp.
Compartilhe essa notícia com seus amigos
Siga nossas redes




