ELEIÇÕES 2022
PF começa inspeção dos códigos-fonte de urnas eletrônicas
Técnicos da corporação vão analisar detalhes do sistema eletrônico de votação até a próxima sexta-feira, 26



Integrantes da Polícia Federal (PF) começaram nesta segunda-feira, 22, a inspeção dos códigos-fonte das urnas eletrônicas que serão utilizadas nas eleições 2022. Os técnicos da corporação trabalharão na sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até sexta-feira, 26.
A inspeção ocorre na Sala Multiuso, localizada no subsolo, preparada pelo tribunal especialmente para esse ciclo de inspeções, onde serão repassadas informações aos técnicos da PF com conhecimento sobre linguagem de programação sobre a segurança do processo eleitoral pela Secretaria de Tecnologia da Informação do TSE (STI).
Esse é o mesmo local e procedimento onde as Forças Armadas realizaram as fiscalizações do sistema no início desse mês. Além da PF e das Forças Armadas, instituições como o Ministério Público e a Controladoria-Geral da União (CGU) também enviaram técnicos para inspecionar os códigos-fonte do sistema eletrônico de votação.
Entenda
A abertura dos códigos-fonte é uma atividade obrigatória, realizada antes de cada eleição, e uma das ações iniciais do Ciclo de Transparência Eleitoral.
Código-fonte é um conjunto de comandos e instruções, escritos em linguagem para computadores, que integram um programa capaz de acionar o funcionamento de equipamentos eletrônicos, a exemplo de computadores de mesa e smartphones.
Fiscalização
Esse conjunto de linhas de programação também pode ser inspecionado por representantes técnicos dos partidos políticos, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), de universidades, entre outras instituições.
O Departamento de Polícia Federal, vinculado ao Ministério da Justiça, é uma das diversas entidades habilitadas pela Resolução TSE nº 23.673, de 2021, a acompanhar o desenvolvimento e a fiscalizar todos os sistemas utilizados nas eleições.
De acordo com o TSE, participam da inspeção pela Polícia Federal: os delegados Elias Milhomens de Araújo; Ricardo Ruiz Silva e Victor Barbarella Negraes; os peritos Alexandre de Andrade Silva; Auto Tavares da Câmara Júnior; Breno Rangel Borges Marchetti; Fabrício Dantas Bispo; Ivo de Carvalho Peixinho; João Paulo Vieira Almeida; João Vitor de Sá Hauk e Paulo César Hermann Wanner; e os papiloscopistas Erismar Paixão Ribeiro da Silva e Leonardo Costa Rodrigues Alves.