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Polícia Federal prende filho de Jorge Picciani

Marco Antônio Jr. A TARDE SP
Por Marco Antônio Jr. A TARDE SP
| Atualizada em
Eleições 2026

A Procuradoria Regional da República da 2ª Região (PRR-2) em conjunto com a Polícia Federal (PF) deflagrou a Operação Cadeia Velha, no Rio de Janeiro, nesta terça-feira, 14. Cerca de 155 policiais federais cumpriram 6 mandados de prisão preventiva, 4 mandados de prisão temporária, 4 conduções coercitivas e 35 mandados de busca e apreensão, nos municípios do Rio de Janeiro, Saquarema, Volta Redonda e Uberaba/MG.

Os alvos de prisão preventiva foram o empresário Jacob Barata Filho, que tinha recebido habeas corpus; o deputado Felipe Picciani, filho do presidente da Assembleia Legislativa do RJ Jorge Picciani; Lélis Teixeira, ex-presidente da Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro (Fetranspor); Jorge Luiz Ribeiro, braço direito do presidente da Alerj; e Andréia Cardoso do Nascimento, chefe de gabinete do deputado Paulo Melo. José Carlos Lavouras, também alvo de prisão, está em Portugal.

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Os mandados de prisão temporária se estendem ainda ao irmão de Andréia, identificado como Fábio, também assessor de Melo; Felipe Picciani, também filho do presidente da Assembleia Legislativa do Rio; Ana Cláudia Jaccoub e Márcia Rocha Schalcher de Almeida.

Há ainda mandados de busca e apreensão nos gabinetes da presidência da Alerj e de Picciani, e dos deputados Paulo Melo e Edson Albertassi (ambos do PMDB). Os procuradores também pediram a prisão dos parlamentares, que serão conduzidos coercitivamente a depor, por enquanto, gozando da imunidade parlamentar.

Para o MPF, Albertassi foi indicado para a vaga de conselheiro no TCE como uma manobra para retomar espaço da organização criminosa no governo. A Justiça concedeu uma liminar suspendendo a indicação do deputado estadual. A indicação também é vista como forma de atrapalhar as investigações, pois o aval sairia do Tribunal Regional Federal e passaria para o Superior Tribunal de Justiça.

Porém, Jorge Picciani, Melo e Albertassi ainda não serão presos, pois a Constituição estadual estabelece como única possibilidade de prisão provisória, o flagrante de crime inafiançável, à exceção de casos com licença prévia da Alerj. Enquanto Picciani, Melo e Albertassi foram considerados pegos em flagrante pelo TRF.

O flagrante existe porque, segundo os procuradores, o trio de parlamentares comete até hoje crime continuado de lavagem de dinheiro, já que o esquema não cessou após as prisões.

A operação é um desdobramento da Lava Jato e uma vertente da Operação Ponto Final, que investiga desvios de verba no transporte público. Na ocasião, o deputado Jorge Picciani foi investigado e Jacob passou a cumprir prisão domiciliar, por decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo tribunal Federal (STF).

O objetivo da investigação é apurar o uso da Alerj para a prática de corrupção, associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. A operação durou seis meses e utilizou quebras de sigilo bancário, telefônico e telemático, acordos de leniência e de colaboração premiada, como do doleiro Álvaro José Novis, além de provas obtidas a partir das Operações Calicute, Eficiência, Descontrole, Quinto do Ouro e Ponto Final.

Outro lado

Jorge Picciani declarou por meio de nota: “o que aconteceu hoje com meu filho é uma covardia feita para atingir tão somente a mim”, expressou.

“Em toda a minha carreira jamais recebi qualquer vantagem em troca de favores. A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro não atua a serviço de grupos de interesse, não interfere em aumento de tarifas (que é autorizado pela Agetransp) e não votou pela isenção de IPVA para os ônibus, porque isso foi feito por decreto pelo ex-governador ( decreto 44.568 de 17/01/2014), quando eu nem sequer tinha mandato. São portanto falsas as acusações divulgadas”, defende Picciani.

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