RIO
Porchat ironiza título de persona non grata: “Estou até tremendo”
Nas redes sociais, humorista desdenhou de projeto de deputado bolsonarista


O ator e humorista Fábio Porchat publicou nesta quinta-feira, 14, um vídeo nas redes sociais ironizando o fato de a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) ter aprovado um projeto que o declara persona non grata no estado.
A proposta, apresentada no ano passado pelo deputado estadual Rodrigo Amorim (PL) em razão de declarações do artista sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), foi aprovada pelo colegiado na última quarta-feira, 13, e ainda será analisada pelo plenário da Casa.
“Tenho mais de 20 anos de carreira, já ganhei prêmio, mas nunca imaginei que fosse chegar a esse lugar. Um deputado chateado comigo? É um negócio que enche meu peito de orgulho, estou até tremendo”, ironizou.
Ao todo, quatro parlamentares votaram a favor do projeto: Alexandre Knoploch (PL), Sarah Poncio (Solidariedade), Fred Pacheco (PL) e Marcelo Dino (PL).
Na publicação, o humorista também ironizou o voto de Sarah Poncio, que vem de uma família envolvida em uma série de escândalos amorosos públicos, traições cruzadas, controvérsias religiosas e problemas jurídicos.
“Recebi voto da família Pôncio, uma família que tem uma trajetória linda no Rio de Janeiro. Não é todo mundo que pode bater no peito e falar que é persona non grata pela Alerj”, afirmou.
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Em tom irônico, Porchat ainda disse estar surpreso com a “importância” que teria para os deputados, que, segundo ele, poderiam estar debatendo temas mais relevantes para a população.
E, por fim, fez um apelo para que o projeto seja aprovado no plenário da Assembleia do Rio e prometeu continuar xingando políticos.
Veja a publicação:
Entenda
A ação contra Porchat foi motivada por um vídeo em que ele simula uma ligação telefônica para a equipe de Bolsonaro, em tom de deboche e com xingamentos.
No projeto de lei, Rodrigo Amorim afirma que o humorista teria feito comentários “jocosos” e “desrespeitosos” contra Bolsonaro e que as falas ultrapassaram os limites da liberdade de expressão.


